A metamorfose

Capa do livro

Um dos livros mais famosos do autor Franz Kafka, em uma edição publicada pelo Selo Penguin da Editora Companhia das Letras em 2011.

A tradução e comentários foram feitos por Modesto Carone (escritor, tradutor, ficcionista, ensaísta e professor de literatura nas Universidades de Viena, São Paulo e Campinas. Em 2009, ele recebeu o prêmio de ensaio e crítica da Associação Paulista de Críticos de Artes por “Lição de Kafka”.

Confesso que meu enfoque no mês de Janeiro foi somente na leitura de “A Metamorfose”, pois eu tinha curiosidade de ler algo do autor, como também gostaria de uma leitura curta (deu para ler em 01 (um) dia), filosófica e reflexiva (acredito que consegui alcançar o meu objetivo com a escolha desta leitura).

O livro começa com a frase mais impactante que eu li na minha vida de leitora: “Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso”.

Você pode estar se perguntando, assim que eu me perguntei: Como isso é possível?

Pois é meus amigos, a partir desta afirmação podemos ver que este livro não é um conto de fadas em que o Príncipe que virou sapo pode voltar a ser humano novamente com o beijo de amor verdadeiro, tanto que o próprio narrador, já de imediato acaba com as nossas expectativas quando relata: “Gregor Samsa pergunta: “O que aconteceu comigo? ”, e a resposta é “Não era um sonho””.

Note que, a metamorfose, neste livro, é perturbadora e intranquila como os sonhos de Gregor Samsa, primeiro pela irreversibilidade do fenômeno e da narrativa fluída e natural, por mais estranho que possa parecer, de contar a história, bem como na capacidade de nos colocarmos no lugar da personagem principal.

Aproveitando o gancho para falar da narrativa, a história não é narrada em primeira pessoa, ou seja, por Gregor Samsa, mas em terceira pessoa, por um narrador capaz de entender, de forma subjetiva, os sentimentos e pensamentos de Gregor como um inseto. Neste sentido, Modesto Carone diz que “o narrador se comporta como uma câmera cinematográfica na cabeça do protagonista”.

Sobre a história, Gregor Samsa é um cacheiro-viajante que, com o seu árduo trabalho, sustenta o seu pai falido, sua mãe e sua irmã mais nova. Com a metamorfose, a família se vê obrigada a sair da zona de conforto, proporcionada pelo filho mais velho, e incorporar este fato ao seu cotidiano familiar.

Aqui, com o decorrer da história, nós vemos a narrativa de uma segunda metamorfose – A metamorfose familiar, através do tratamento da família em relação a Gregor como um inseto e o rebaixamento de “ele” – Gregor, com “isso” – Inseto.

Nota-se, portanto, que como inseto, Gregor é inútil a família, já que não pode mais sustentá-la, mas, a metamorfose pode ser considerada uma libertação para a nossa protagonista se vermos a narrativa pela perspectiva da Família como parasita do filho em sua forma humana, bem como do filho em sua forma de inseto como suposto parasita da família Samsa.

Por mais que a história possa parecer maluca, eu recomendo muito a leitura, pois ele te tira do conforto e te faz pensar em nossas atitudes, principalmente quando colocamos uma pessoa, que não nós mesmos, como prioridade.

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Um beijo e até o próximo post!!!

Um comentário em “A metamorfose

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