O que faz de Orgulho e Preconceito um clássico tão encantador?

Capas dos livros, à esquerda publicado pelo Barnes & Noble e à direito publicado pela Martin Claret

Li Orgulho e Preconceito em 2009, após assistir ao filme lançado em 2005. E, assim como no filme, eu me apaixonei pelas personagens, pela ironia, pela sagacidade, pela crítica e pela história escrita pela autora.

Logo, neste post, eu resolvi questionar e mostrar o que faz de Orgulho e Preconceito um livro clássico tão encantador, mesmo após mais de 200 anos de sua publicação.

Antes de esmiuçar a narrativa do livro, cumpre trazer à baila, a história da autora Jane Austen.

Nascida em 1775, em Steventon – Hampshire (UK), sendo a sétima filha de oito irmãos e a segunda filha do Reverendo George Austen, Jane sempre viveu em família e desde o início de sua educação, a leitura de peças de teatro, poesias e ensaios sempre a cativaram.

Com a aposentadoria de seu pai em 1801, mudou-se com a família para Bath, onde morou por cinco anos até o falecimento do Reverendo George. 

Morou também em Southampton por três anos com sua mãe e irmã Cassandra até retornar a Inglaterra e firmarem morada na cidade de Chawton em uma das casas de seus irmãos. 

Foi em seu retorno que Jane Austen escreveu quatro romances, dentre eles Orgulho e Preconceito em 1813, denominado inicialmente First Impressions (1797), porém rejeitado pela Editora. 

Suas obras tiveram inspirações em romances populares na época como Pamela: Or, Virtue Rewarded e Clarissa: Or the History of a Young Lady, de Samuel Richardson e Evelina de Fanny Burney. 

Em 1817, Jane faleceu aos 41 anos de idade, sem ter se casado, apesar de  ter recebido uma proposta de casamento aos 26 anos, disse sim, mas no dia seguinte desistiu da proposta e não se casou.

Tal decisão foi vista como um peso pela família, tendo em vista que ela seria dependente da ajuda econômica de seus irmãos para sobreviver.

Nota-se que, o casamento e o dinheiro são fatores determinantes e recorrentes em suas obras, pois para sobreviver em um universo masculino, como era século XIX, as mulheres sufocavam suas vontades e sonhos para a realização de um casamento por conveniência, o que demonstra a condição precária e a falta de escolha que as mesmas possuíam.

O casamento é um modo, para as mulheres, de garantia de sua propriedade, caso contrário, a herança iria para um parente distante do sexo masculino. E, até mesmo a vida material das mulheres só restaria garantida com um homem ao seu lado, o que demonstra  como o dinheiro, nesta época, era um problema potencial (não que não seja até hoje).

Tais características e pontos de vista são bem cristalinos no decorrer da obra, oportunidade em que vislumbramos a sagacidade da autora em sua escrita e o comportamento da nossa heroína Elizabeth Bennet, que se recusa a este tipo de casamento por conveniência e as condições, às quais as mulheres eram submetidas.

Lizzie mostra para este universo masculino, ao qual está presa, de que nenhum homem irá comprá-la, pois ela é uma pessoa com sentimentos, com opiniões a serem defendidas e respeitadas e não uma propriedade. Logo, ela precisa ser conquistada e nada além disso.

Todavia, ao mesmo tempo em que há esta determinação e comportamento da nossa heroína, há também o seu orgulho e seu preconceito, tendo em vista que, é perigoso cair na armadilha de santificar as mulheres e demonizar os homens, pois embora o mundo seja machista, não quer dizer que não existem mulheres machistas e homens que não sejam tão machistas assim. 

Logo, eu acredito que é esta a imagem que Mister Darcy representa. Ele mostra para Elizabeth que ele não é qualquer um ou um produto genérico. Darcy demonstra que tem sensibilidade e sua própria forma de pensar sobre o mundo e sobre ela são diferentes dos demais. Por isso que ele é considerado um crush literário (pelo menos para mim).

Mesmo com este orgulho e preconceito dentro desta sociedade, nós torcemos para que o casal fique junto, independente da classe social em que vivem. Na verdade, nós torcemos para que exista amor derivado deste encontro.

Por esta razão que Jane Austen e seu romance Orgulho e Preconceito permanecem tão presentes no mundo literário de forma tão encantadora. 

É um clássico, que ao mesmo tempo é atual e fundamental, para entendermos a sociedade que vivemos hoje.

Já leu Orgulho e Preconceito? Se sim, compartilha aqui nos comentários o que você achou!

Gostou deste livro e quer ajudar o blog a crescer? Compre por este link aqui: https://amzn.to/3ceLUoB

Um grande beijo e até o próximo post!!

Um comentário em “O que faz de Orgulho e Preconceito um clássico tão encantador?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: