O Senhor dos Anéis – A sociedade do anel

Capa do livro publicado pela Editora Harper Collins em 2020

Décimo livro da lista do Projeto Reeducação do Imaginário, do brilhante autor sul-africano J. R.R. Tolkien. 

Deixo a observação que este post será diferente dos demais, pois tratarei de cada livro individualmente e farei um post em separado para falar sobre o autor e a obra, bem como a indicação da mesma ao projeto.

Ademais, insta salientar que é interessante e até de suma importância, a leitura de “O Hobbit” para a compreensão do ambiente em que se passa a narrativa, o conhecimento de algumas personagens que aparecem tanto neste romance como também em O senhor dos anéis, bem como  a forma que Bilbo Bolseiro adquire o anel, objeto deste livro.

SOBRE A EDIÇÃO

A edição pela qual eu fiz a minha leitura foi lançada em 2020 pela Editora Harper Collins. Aqui ressalto o trabalho excelente de edição, desde a capa, contracapa, fonte, diagramação, prefácio, bem como a transcrição dos poemas originais em inglês e notas sobre as runas e ilustrações feitas pelo próprio autor.

O livro, na verdade é único, todavia, o mesmo foi divido em três partes, composta de seis livros.

MINHA EXPERIÊNCIA DE LEITURA DE “A SOCIEDADE DO ANEL

A primeira parte da história, inicia-se com os seguintes dizeres:

Três Anéis para os élficos reis sob o céu, sete para os anões em recinto rochoso, nove para os homens, que a morte escolheu, um para o Senhor Sombrio no espaldar tenebroso na Terra de Mordor aonde a Sombra desceu.

Um anel que a todos rege, um anel para achá-los, um anel que a todos traz para na escuridão atá-los, na Terra de Mordor aonde a Sombra desceu.

O livro se passa muito anos após a história de O Hobbit, com os preparativos para o aniversário de 111 anos de Bilbo Bolseiro e de 33 anos de Frodo, que termina com o sumiço do velho hobbit durante a festa. 

Ressalto aqui que, Bilbo não sumiu, mas decidiu se aposentar, tendo em vista que o mesmo viveu por anos sob a influência do ”um  anel” e já estava se sentindo afetado pelo objeto. Com a saída de cena de Bilbo, nós conhecemos seu herdeiro, Frodo, um jovem Hobbit que com o sumiço de seu parente herda todos os seus bens, inclusive o “um anel”.

No capítulo “A sombra do passado”, no momento em que Gandalf, o Cinzento,  se dá conta de que aquele anel em posse de Frodo, aqui já com 50 anos, era de fato o “um anel”, isto é, o anel regente de todos os anéis do poder, o mago intercede para que o Frodo nunca o use, pois apenas o desejar pelo anel, já é capaz de corromper o coração de alguém.

Ao saber sobre a história do anel, principalmente como este foi conquistado por Gollum, Frodo se revolta e questiona Gandalf o motivo pelo qual Bilbo não matou a criatura traiçoeira quando teve oportunidade.

Aqui cito uma das passagens mais bonitas do livro e que representa como esta história pode ser vista como uma metáfora da vida:

O que vou fazer? Que pena que Bilbo não apunhalou essa vil criatura quando teve a chance!

Pena? Foi a pena que deteve sua mão. A pena e a compaixão: de não golpear sem necessidade. E ele foi recompensado, Frodo. Tenha certeza de que ele teve tão poucos danos devidos ao mal, e escapou por fim, porque começou sua posse do Anel desse modo. Com pena…

Seja como for, agora ele é tão mau quanto um Orque e apenas um inimigo. Ele merece a morte.

Merece! Imagino que merece. Muitos que vivem merecem a morte. E alguns que morrem merecem a vida. Você pode dá-la a eles? Então não seja ávido demais por conferir a morte em julgamento. Pois nem, mesmo os muito sábios conseguem ver todos os fins.

Ainda no livro I, nós iremos acompanhar a fuga de Frodo e seus companheiros (Sam, Merry e Pippin) do Condado, perseguidos pelo terror dos  Nove Cavaleiros Negros de Mordor, até que por fim, com o auxílio do engimático e podereso Tom Bombadil, bem como de Aragorn, também conhecido como o Caminheiro e Passolargo, conseguem chegar à casa do elfo Elrond, em Valfenda.

O livro II já começa em Valfenda, local em que ocorreu o grande Conselho de Elrond, em que podemos rever Bilbo e Gandalf e termos uma visão mais geral do problema a ser enfrentado com o “um anel”. 

Após discutirem, o Conselho decide pela destruição do “um anel”, bem como foi designado que Frodo seria o portador do objeto. Os Companheiros do Anel, denominada “A sociedade do anel” foram então escolhidos para auxiliar Frodo em sua tarefa, qual seja, chegar a Montanha de Fogo em Mordor, a terra do próprio inimigo, o único lugar em que o Anel poderia ser destruído.

Nessa sociedade estavam Aragorn e Boromir, filho do Senhor de Gondor, representando os Homens; Legolas, filho do Rei-élfico de Trevamata, pelos Elfos; Gimli, filho de Glóin, da Montanha Solitária, pelos Anões; Frodo com seu serviçal Samwise e seus dois jovens parentes Meriadoc e Peregrin, pelos Hobbits; e Gandalf, o Cinzento.

E aqui é que de fato a aventura começa, os companheiros do anel viajam em segredo para longe de Valfenda, até que, frustrados em sua tentativa de atravessar no inverno o alto passo de Caradhras, foram levados por Gandalf através do portão oculto e entraram nas vastas Minas de Moria, buscando um caminho por baixo das montanhas. Nesta parte da história, meu coração quase parou quando Gandalf, em batalha com um terrível monstro do mundo inferior (Balrog), caiu em um escuro abismo e nos passa a impressão de que o mesmo se foi. 

Com a suposta morte de Gandalf, Aragorn, agora já conhecido pelo leitor como herdeiro oculto dos antigos Reis do Oeste, leva a Comitiva avante desde o Portão leste de Moria até a terra Élfica de Lórien. 

Este lugar místico conta com a presença da elfa extremamente poderosa e portadora de um dos anéis, Galadriel que ao se despedir da comitiva do anel diz a seguinte frase: que te seja uma luz nos lugares escuros, quando todas as outras luzes se apagam. Esta frase me tocou muito, pois a mensagem de que “sejamos sempre luz” é cristalina, poética e possivelmente aplicável a nossa vida.

Ao sair de Lórien, a comitiva já tinha se dado conta que se fazia necessária a decisão de qual rumo deveriam tomar: ir ao leste para Mordor ou prosseguir com Boromir em auxílio de Minas Tirith, principal cidade de Gondor, na guerra vindoura ou dividir-se, o que desencadearia com a desfazimento da sociedade do anel.

Quando ficou evidente que Frodo estava resolvido a continuar a sua viagem à terra do inimigo, Boromir tenta se apossar do Anel à força, devido ao seu desejo pelo poder que o objeto possui. 

Ademais, no decorrer da jornada da comitiva, os mesmos estavam sendo vigiados por espiões e pela criatura Gollum, antigo possuidor do “um Anel” e que ainda ansiava por ele.

Por fim, a primeira parte termina com o desfazimento da sociedade, na qual Frodo e Samwise seguem para Mordor e os demais sofrendo um ataque de orques, a serviço  do Senhor Sombrio e do mago traidor Saruman de Isengard.

E este post termina por aqui e eu volto com a minha experiência de leitura de As duas torres em breve!

Um beijo e até o próximo post!!

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