A lenda do cavaleiro sem cabeça e outros contos

Para comemorar um ano do blog, nada melhor do que darmos continuidade com as leituras de Halloween não é mesmo?!?!

Logo, o post de hoje será sobre um projeto que eu apoiei do Cartase este ano e que tomou forma de uma maneira linda e impecável nas mãos da Editora Wish.

O livro reúne quatro contos escritos pelo autor, biografista, ensaísta e historiador norte-americano Washington Irwing, dentre eles o seu conto mais famoso lançado em 1820, A lenda do cavaleiro sem cabeça, no qual este ano completa duzentos anos de sua publicação.

A edição em capa dura, corte colorido, fitilho, páginas amareladas, diagramação excelente, super ilustrado e lindo de ver conta com o prefácio escrito por Oscar Nestarez, escritor e pesquisador da literatura de horror e introdução de Jim Anotsu, escritor, roteirista e tradutor.

ATENÇÃO: CONTÊM MUITOS SPOILERS

A lenda do cavaleiro sem cabeça (1820)

Em inglês o título do conto se chama The Legend of Sleep Hollow, um vilarejo que descende dos colonos holandeses originais e um lugar que permanece sob o poder de alguma espécie de encantamento, cujos moradores estão propensos a todo tipo de crenças maravilhosas, sujeitos a transes, miragens, repleto de histórias locais, lugares assombrados e superstições obscuras.

Todavia, este lugar enigmático conta com um espírito que o assombra, sendo este de um soldado hessiano, cuja cabeça foi levada por uma bala de canhão em alguma batalha anônima durante a Guerra da Independência.

Alguns historiadores da região limitam-se em dizer que o corpo do soldado está enterrado no cemitério da Igreja local, no qual o espectro cavalga até o local da batalha em busca da sua cabeça perdida.

Neste peculiar vilarejo vivia Ichabod Crane, um jovem de trinta anos, alto, extremamente delgado, de ombros estreitos e braços e pernas compridos, que tinha como objetivo instruir as crianças da região, sendo denominado como mestre-escola. 

Nossa personagem também era um grande admirador de histórias fantásticas, tendo em vista que nenhuma delas era vulgar ou monstruosa demais para ele, muito menos a lenda do cavaleiro sem cabeça. 

Todavia, independente das histórias de fantasmas, espíritos e bruxas, não há nada que o causasse maior perplexidade que uma mulher, e neste caso ela tem nome e endereço conhecidos, Katrina Van Tassel, filha única de um importante fazendeiro holandês, de dezoito anos e dona de uma beleza estonteante.

Ichabod estava decidido a conquistar a afeição de Katrina, mas contava com um rival, sendo este o rapaz robusto e de grande conhecimento e competência em equitação Abraham Brom Van Brunt, o herói da região, cuja alcunha era Brom Bones.

Logo, é de se imaginar que nosso mestre-escola tornou-se objeto de caprichosa perseguição de Brom Bones e seus amigos. Tais atos compreendiam a invasão de sua escola à noite virando o local de cabeça para baixo até a ridicularização de Ichabod na presença de sua pretendida.

Esta situação durou por um tempo, até a sorte de nosso mocinho mudar com um convite para uma festa na residência dos Van Tassel. Ichabod fez o seu melhor, desde sua vestimenta até o empréstimo do cavalo, chamado Gunpowder, do fazendeiro Hans Van Ripper para ir até o seu destino.

Durante a festa, Ichadod comeu, dançou, sendo sua parceira de dança a dona de seu coração que sorria com graça em resposta a todos os seus olhares apaixonados. Enquanto isso, Brom Bones estava em um canto sozinho do local morrendo de ciúmes da cena.

Ao final da dança, nosso querido mestre-sala foi atraído para um grupo de sábios, na qual conversavam sobre tempos antigos, histórias de guerra e, claro, histórias de fantasmas e de seu espectro favorito, o cavaleiro sem cabeça.

Conforme a festa se dissipava, nosso Ichabod ficou para trás, a fim de conversar em particular com sua pretendida, já que estava totalmente convencido que estava no caminho certo para o sucesso. Todavia, algo que, o próprio narrador não sabe, aconteceu de errado, pois o mestre-sala se retirou apressadamente bem abatido e cabisbaixo.

Foi precisamente na hora das bruxas que Ichabod fez a sua viagem de retorno para casa. A hora era tão infeliz quanto ele, já que todas as histórias de fantasmas e espíritos que ele ouvira à tarde agora se faziam mais presentes em sua memória, tendo em vista que ele se aproximava de uma parte da estrada em que muitas das cenas das histórias se haviam dado.

Nesse exato momento, um barulho ao lado da ponte chegou aos ouvidos do nosso mestre, no meio do bosque ele viu uma sombra imponente. Ichabod reuniu toda a coragem que restava e perguntou quem era. Como não obteve resposta tentou continuar firmemente seu trajeto.

Todavia, nosso professor teve companhia durante sua viagem. Era a companhia de uma figura que não tinha cabeça, mas seu horror cresceu ainda mais ao ver que a cabeça que deveria repousar sobre os ombros, era levada diante dele na maçaneta da cela.

Ichabod tentou fugir, mas o cavaleiro sem cabeça o perseguia até que o mesmo arremessou a sua cabeça em nosso professor, que não conseguiu se desvencilhar do objeto, e a cabeça encontrou o seu Crânio numa colisão horrível.

No dia seguinte ao episódio, Gunpowder foi encontrado sem sela e com as rédeas debaixo das patas junto ao portão de Hans Van Ripper, contudo, não havia sinal de Ichabod. O fazendeiro começou a ficar preocupado com a ausência do professor.

Começaram-se as buscas, na qual encontraram a sela pisoteada de terra perto da Igreja e na margem do regato, o chapéu do mestre-escola e ao lado uma abóbora despedaçada. Infelizmente, como Ichabod era solteiro e não deixou dívidas, as pessoas logo pararam de pensar nele. A escola foi para outro lugar do vilarejo e um novo pedagogo foi contratado para o exercício da função.

Muito tempo de depois dos acontecimentos anteriormente narrados, um fazendeiro de Nova York informou que Ichabod Crane estava vivo e que havia abandonado o vilarejo em parte por medo do espírito, medo de Hans Van Ripper pela sela e em outro pelo coração partido por Katrina Van Tessel.

Contudo, as velhas senhoras do campo afirmam que Ichabod foi arrebatado por meios sobrenaturais. E aí? Qual final você prefere hein?!?!?

Rip Van Winkle (1819)

Esta história se passa em um vilarejo, localizado ao pé das montanhas Kaatskill. Era um povoado de grande antiguidade, fundado por alguns colonos holandeses, no qual vivia um sujeito simples e bondoso chama Rip Van Winkle.

Nosso protagonista era um bom vizinho também, contudo era totalmente dominado pela esposa rabugenta. Todavia, o único defeito de Rip era sua aversão a todo tipo de trabalho lucrativo. 

Na verdade, nosso bom homem estava pronto para cuidar de todas as tarefas dos outros, menos das suas, como o cumprimento do dever familiar e a manutenção de sua fazenda, denominado o pedaço de terra mais mal cuidado da vizinhança.

Seus filhos eram mal cuidados e sua esposa ficava sempre muito nervosa com Rip devido ao seu temperamento um tanto quanto contemplativo da vida. Seu único aliado era seu cachorro Wolf seu companheiro de fuga do trabalho na fazenda e da fúria de sua mulher.

Rip sempre levava consigo uma arma e seu fiel companheiro para floresta e lá caminhavam. Logo, em um desses passeios, eles subiram uma dos pontos mais altos das montanhas e por lá ficou contemplando a paisagem. Como já estava ficando tarde, Rip começou a se preparar para o seu retorno, mas foi interrompido por uma voz que o chamava.

Rip percebeu uma figura estranha escalando as rochas  e ao se aproximar ficou surpreso com a aparência do estranho, que era um sujeito baixo, seu traje era à moda holandesa antiga e trazia no ombro um sólido barril cheio de bebida.

Nosso protagonista se ofereceu para ajudar o desconhecido e juntos escalaram um barranco estreito na montanha. Chegaram a uma depressão, que lembrava um pequeno anfiteatro e era habitada por um grupo de personagens de aparência peculiar.

O conteúdo do barril foi servido ao estranho grupo e Rip decidiu provar da bebida oferecida. Logo, um gole levou a outro e quando viu ele já havia caído em um sono profundo.

Ao acordar, Rip não viu mais o homem que ajudou, nem os integrantes do grupo pitoresco e muito menos a depressão em que ficou. Ao ver sua espingarda se deparou com uma arma velha e enferrujada e o seu cachorro havia desaparecido. Ao se levantar percebeu que seu corpo não era mais o mesmo, suas articulações eram rijas e desprovidas da agilidade que estava habituado.

Com certa dificuldade, ele desceu as montanhas e retornou ao vilarejo. Mas se deparou com pessoas que não conhecia, as roupas destas eram diferentes das que estava acostumado, o próprio vilarejo estava mudado, era maior e mais populoso. 

Ao encontrar o caminho para casa, se deparou com uma construção decadente e abandonada. Rip retornou ao vilarejo para encontrar alguém que conhecia, mas ao questionar o paradeiro de seus amigos soube que vários se mudaram com suas famílias ou faleceram, vendo-se então sozinho no mundo.

A se ver em total desespero perguntou aos curiosos que o cercavam se conheciam Rip Van Winkle, no qual apontaram para um rapaz encostado a uma árvore preguiçoso e tão esfarrapado quanto ele.

Em meio a este cenário conflituoso, uma jovem com seu filho no colo foi indagada pelo nosso bom senhor, pois a mesma despertou uma torrente de lembranças em Rip.

O velho perguntou a ela o nome de seu pai e na mesma hora a jovem respondeu que era Rip Van Winkle, mas que havia vinte anos que saiu de casa com seu cachorro e sua espingarda e nunca mais voltou. Logo, em seguida, Rip perguntou sobre a mãe da jovem e ela respondeu que havia falecido pouco tempo depois em um ataque de fúria contra um mascate da Nova Inglaterra.

Após a conclusão do relato e do alívio ao saber do falecimento da esposa dominadora, Rip se apresentou a jovem como seu pai e relatou tudo o que lhe aconteceu no fatídico dia em que saiu de casa e não retornou.

Alguns sempre fingiam duvidar da veracidade da história, alegando que Rip havia perdido o juízo. Todavia, os antigos moradores acreditavam totalmente no relato. Ademais, a quem disesse ser esse o sonho comum de todo marido dominado pela mulher querer tomar um gole da bebida tranquilizante de Rip Van Winkle.

O noivo espectral e a cozinha da estalagem (1819)

Foi exatamente na cozinha de uma estalagem holandesa, que o narrador tomou conhecimento da história do noivo espectral. O pano de fundo desta história fica localizado no alto de uma das montanhas Odenwald da Alta Alemanha em que ficava localizado o castelo do Barão Von Landshort.

O nobre tinha uma única filha, dona de uma beleza sem igual em toda a Alemanha e educada sob a supervisão de duas tias solteiras que dominavam todos os ramos do conhecimento necessários para a educação de uma dama.

Ao atingir a idade de dezoito anos, ocorreu uma negociação entre o Barão  e um velho nobre da Baviera para unir a dignidade de suas casas por meio do casamento dos seus filhos.

Os filhos não se conheciam, logo, foi providenciada uma grande reunião familiar para a celebração do casamento do jovem casal.

O jovem Conde Von Altenburg seguia seu rumo ao castelo do Barão e, encontrou no meio do percurso, com Herman Von Starkenfaust, um jovem companheiro de armas que havia servido com ele no Exército. Desse reencontro, os jovens contaram todas as suas aventuras passadas, bem como a notícia das núpcias do Conde.

 Aos chegarem as montanhas Odenwald, os jovens foram abordados por ladrões, no qual o conde veio a receber um ferimento mortal. Com seu último alento, o Conde pediu ao amigo que fosse imediatamente ao castelo do Barão Landshort e explicasse o motivo do descumprimento de seu compromisso com a filha do nobre.

Enquanto isso, no castelo, o jantar havia sido adiado de hora em hora devido ao não comparecimento do noivo até chegar ao ponto da refeição não ser mais postergada. Todos estavam a mesa para comer quando uma corneta vinda de fora do portão anunciou a chegada de um estranho.

Achando ser o futuro genro, o barão correu até o encontro do jovem. Herman, o fiel amigo do verdadeiro genro, tentou explicar o ocorrido, mas o nobre não quis ouvir devido ao seu êxtase e logo foram para a parte interna do castelo.

Herman, ao conhecer a noiva ficou enfeitiçado por ela, como amor à primeira vista. Contudo, em meio a toda festa, o semblante do hóspede desconhecido ganhava um aspecto cada vez mais triste e melancólico. Logo, a tristeza insondável do suposto noivo gelou com a alegria de todos os convidados.

O jovem subitamente se levantou para ir embora e, ao ser questionado pelo Barão sobre sua saída repentina o mesmo lhe respondeu que seu compromisso não era com a noiva e sim com os vermes, pois estava morto, o que o impedia de cumprir com o seu compromisso.

Ao retornar ao castelo e contar a todos o ocorrido, Barão ficou consternado e se trancou em seus aposentos. Quanto à noiva, a sua situação era inenarrável, tendo em vista que a jovem perdeu seu noivo antes de poder abraçá-lo.

Ao dirigir-se a um quarto com vista para um pequeno jardim, a jovem ficou absorta em seus pensamentos ao olhar para a lua. Porém, sua atenção foi direcionada a uma música suave vinda do jardim e no meio dele havia uma figura alta e então ela viu o Noivo Espectral.

Após uma semana do ocorrido, a jovem sumiu do castelo. Logo, uma das suas tias começou a gritar que fora o noivo espectral que havia raptado a sua sobrinha. Iniciou-se a busca pelo jovem e o consolo ao velho barão que havia perdido sua única filha.

Ao sair em busca de sua filha com os demais, o Barão foi comunicado de que uma dama foi vista se aproximando dos portões do castelo acompanhada de um homem a cavalo. Ao se deparar com os visitantes, o Barão foi surpreendido com o retorno de sua filha.

Neste momento, o mistério foi esclarecido, pois o jovem, que não era nenhum espectro, foi apresentado como Sir Herman Von Starkenfaust, no qual narrou sua aventura com o jovem conde e sua incapacidade de contar a verdade sobre o ocorrido, sendo o assunto encerrado com grande alegria, pois o genro do Barão não era um fantasma.

O diabo em Tom Walker (1824)

Este conto começa com a narrativa da história de um pirata chamado Kidd que enterrou, debaixo de uma das árvores de uma profunda enseada em Massachussetts, seu tesouro e que o Diabo além de presidir a ocultação do dinheiro também exercia a guarda do tesouro, principalmente dos adquiridos por meios ilícitos. Na verdade, a riqueza permaneceu enterrada, pois Kidd foi preso e levado à forca.

Por volta do ano de 1727, havia um sujeito avarento e mesquinho chamado Tom Walker, na qual era casado com alguém tão miserável quanto ele, a ponto de conspirarem um contra o outro. A casa do casal parecia abandonada e tinha uma péssima reputação na vizinhança assim como os donos dela. 

Em um determinado dia, Tom Walker resolveu pegar um atalho pelo pântano para voltar a sua casa. Conforme o percurso ia avançando, Tom se deu conta que a rota não foi a melhor escolha feita e resolveu parar para descansar em um antigo forte que havia no meio do caminho.

O local tinha várias lendas, mas como Tom não tinha medo disso continuou a desbravar o local até que seu cajado encontrou um crânio rachado com um machado indígena cravado bem fundo. Neste momento, Tom ouviu a voz de alguém  mandando ele não mexer naquele crânio.

Ao se deparar com o estranho, Tom viu que o mesmo tinha cabelos pretos e espessos que saltavam da cabeça em todas as direções e levava um machado no ombro. O sujeito tinha um grande par de olhos vermelhos e indagou o intruso sobre o motivo pelo qual Tom estava em seu terreno.

Tom achou aquele sujeito petulante e disse que o local pertencia ao Diácono Peabody. O estranho sujeito rebateu o argumento dizendo que aquele terreno pertencia a ele muito antes que alguém da raça de Tom ocupasse aquelas terras.

Nosso protagonista, ainda desconfiando do sujeito perguntou o seu nome e o mesmo informou que tinha vários, dentre eles Caçador, Mineiro negro, Lenhador negro e o Velho Scratch ou Diabo. Disse que era a quem os peles-vermelhas consagravam e para quem de vez em quando assava um homem por meio de um sacrifício.

E assim se deu o início de uma longa conversa e ao final com uma proposta feita pelo sujeito a Tom, dizendo que a fortuna do pirata Kidd estava enterrada em seu terreno e lhe era oferecida desde que aceitasse certas condições, das quais o narrador não tinha conhecimento.

Ao voltar para casa, Tom estava pensando na proposta feita pelo Velho Scratch e contou para a mulher sobre o encontro acima relatado. A mulher, tão avarenta e destemida como Tom foi atrás do sujeito para ver se conseguia alguma coisa também. Todavia, diferente de Tom, a esposa não caiu nas graças do sujeito e não fez nenhum acordo com ela. 

Não contente com a negativa, a esposa voltou no dia seguinte ao terreno do mineiro negro lhe oferecendo tudo o que ela tinha de valor, como bule e talheres em prata. Mas, após tal episódio, a mulher de Tom nunca mais retornou para casa.

Tom se consolou com a perda de suas posses bem como de sua mulher. Na verdade até sentiu gratidão pelo Lenhador pela gentileza feita pelo sumiço da esposa. Logo, diante da situação, ele procurou novamente o velho Scratch e com ele fez o acordo.

O acordo consistia na abertura de um escritório de empréstimos em Boston, no qual o dinheiro seria emprestado a dois por cento ao mês através da extorsão de títulos de propriedades, execução de hipotecas e até a falência dos comerciantes que recorriam a tal prática. Nota-se, portanto, que Tom se tornou o usurário do dinheiro do Diabo.

Sua fama de agiota logo se espalhou e Tom foi ficando cada vez mais rico, mais avarento e mais ambicioso pelo dinheiro. Mas, conforme envelhecia, mais ficava preocupado com o acordo feito com o mineiro negro e mais disposto a enganá-lo para se livrar de sua obrigação. Logo, nosso protagonista começou a frequentar fervorosamente a igreja.

Mesmo com toda a sua “fé”, Tom ainda tinha medo da cobrança da dívida pelo Diabo, logo sempre levava consigo uma pequena Bíblia e deixava em cima da mesa outra cópia do livro sagrado.

Até que um dia, ao encerrar a hipoteca de um especulador de terras que implorava por mais prazo e dizia que o velho Tom havia ficado mais rico a suas custas, o nosso protagonista irritado proferiu a seguinte frase: Que o diabo me carregue se eu tiver ganhado um tostão.

Consequentemente ao fato acima relatado, ouviram-se três batidas na porta do escritório e lá estava o Diabo informando a Tom que a sua hora havia chegado.

Nunca um pecador foi tão pego de surpresa, já que Tom não estava em posse de seu amuleto de proteção, a Bíblia. O velho Scratch pegou Tom e o carregou no lombo de cavalo e partiu sem nunca mais ser visto.

Tom nunca voltou para encerrar a hipoteca mencionada, logo, curadores foram nomeados para cuidar dos bens de Tom, mas ao encontrarem os títulos das propriedades, as mesmas estavam reduzidas a cinzas, razão pela qual não havia nenhum bem para administrar, sendo este o fim de Tom Walker e sua riqueza ilícita.

Agradeço a todos que me acompanharam e ainda acompanham o blog e me incentivam cada vez mais a compartilhar as minhas experiências literárias por aqui!!!

Até semana que vem com mais posts de Halloween aqui no blog!!

2 comentários em “A lenda do cavaleiro sem cabeça e outros contos

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