Sweeney Todd – O barbeiro demoníaco da Rua Fleet

Mais um post com as leituras de Halloween aqui no blog, sobre um livro também publicado pela Editora Wish, no qual ao apoiar o projeto de financiamento no Cartase do livro A lenda do cavaleiro sem cabeça e outros contos, eu adquiri também a novela gótica Sweeney Todd. 

A edição em capa dura, páginas amareladas, diagramação super confortável,  ilustrada e lindo de ver, ler e de se ter na estante, conta com o prefácio da edição inglesa de 1850 e outro prefácio da Editora Wish escrito pela preparadora de texto Valquíria Vlad e tradução de Carolina Caires Coelho.

O livro foi originalmente publicado em 1846, em plena Londres Vitoriana, em formato de publicações periódicas, semelhantes aos folhetins, denominadas penny bloods (comercializadas entre as décadas de 1830 e 1840), na qual cada capítulo era vendido a um centavo de libra (penny) e tinham como enredo histórias de horror passadas em grandes centros urbanos, cheias de crime e sangue (blood).

Inicialmente, o consumidor deste tipo de folhetim eram adultos, mas com o passar dos anos o tipo de consumidor foi mudando e tais histórias foram sendo lidas por adolescentes. 

Em razão desta mudança, foi exigido dos escritores e editores uma adaptação do conteúdo com um tom mais aventureiro, bandidos sedutores, entre outros estilos de personagens. Logo, o produto desta adaptação foi denominado penny dreadful, comercializadas entre as décadas de 1860 e 1870.

Sobre a origem da história do Sweeney Todd, foi publicada originalmente sob o título O colar de pérolas, sendo a origem da lenda do barbeiro baseada em escritos franceses, nos quais narravam crimes cometidos por um barbeiro e uma patissière em Paris.

Com relação ao autor desta novela, o escrito tem sua autoria atribuída a Thomas Prest e James Rymer. No entanto, até hoje não se sabe qual dos dois é o verdadeiro autor, tendo em vista que na época não havia a preocupação por parte dos escritores em assinar seus textos e ambos trabalhavam para o The People’s Periodical and Family Library, periódico pelo qual Sweeney Todd foi lançado, gerando a incerteza de sua autoria.

O sucesso desta novela no século XIX foi enorme e se perpetuou após está época, o que originou adaptações para os palcos da Broadway na peça Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da Rua Fleet e em 2007 ganhou uma adaptação para o cinema, dirigida por Tim Burton e protagonizada por Jonny Deep, como o barbeiro e Helena Bonham Carter, como a Sra. Lovett (a patissière).

Sobre a história, diferentemente da contada no filme, é narrada em terceira pessoa, na qual nós temos o barbeiro Sweeney Todd, proprietário da Barbearia localizada na Rua Fleet, descrito como uma pessoa bem sinistra e dono de uma risada de dar medo em qualquer um.

Na verdade, quem entra em sua barbearia sozinho, nunca sai de lá e nunca é mais visto por seus parentes e conhecidos. Até o final do livro, você não sabe como tais clientes desaparecem.

Nosso barbeiro demoníaco conta com um ajudante, cujo nome é Tobias, um menino de doze anos que sofre o livro inteiro nas mãos de Sweeney Todd e cansado deste tratamento cruel resolve investigar o seu patrão, sofrendo como consequência pela sua curiosidade e importunação a ida para o manicômio do Sr. Fogg, localizado em Peckham Rye.

Concorrendo ao prêmio de pessoa mais esquisita e sinistra, nós temos a Sra. Lovett, a dona da casa de tortas mais conhecida de Londres, cujo ingrediente de tais tortas é pra lá de especial e a origem de tal ingrediente e por quem ele é fornecido, a gente só descobre ao final do livro.

Em paralelo, nós também temos a história de Johanna Oakley, filha única do oculista da cidade, que está sofrendo pela ausência de seu grande amor e noivo Mark Ingestrie, que embarcou para as Índias, a fim de conseguir um bom dinheiro para poderem se casar. Como Mark não retornou na data limite dada a Johanna, a nossa jovem corajosa estava inconsolável. 

Porém, o destino de todas as personagens acima citadas está para mudar,  com a entrada do Sr. Thornhill, amigo de Mark, na barbearia do Sr. Sweeney Todd para fazer a barba. Thornhill está com um colar de pérolas destinado a Johanna, todavia, a sua saída do estabelecimento, bem como o colar de pérolas nunca foi vista e nem narrada, até o final da história.

O mistério do livro irá sondar o desaparecimento de Thornhill e demais clientes da barbearia, como eles somem do estabelecimento sem serem vistos e, se mortos, para onde vão os corpos das vítimas?

Foi um livro muito gostoso de ler (pode até parecer mórbido, mas de fato foi bacana ler este livro), razão pela qual indico a leitura, não dá medo (dica para quem é medroso, assim como eu), com uma escrita fluída e um desfecho pra lá de macabro.

Um beijo e até o último post do mês de Halloween aqui no Magia das Palavras!!!

Um comentário em “Sweeney Todd – O barbeiro demoníaco da Rua Fleet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: