Resenha de O Eleito de Thomas Mann

Capa do livro publicado pela Companhia das Letras

Como dito no post anterior, a minha leitura de Édipo Rei de Sófocles foi inspirada em outro livro, sendo este O Eleito de Thomas Mann.

Ao contrário de A montanha mágica, que nos apresenta uma narrativa mais densa e profunda em razão do seu tema principal, em O Eleito, nós encontramos uma leitura leve, fluída e muito bem construída.

Inclusive, indico esta novela para você que quer começar a ter contato com a obra de Thomas Mann, bem como com a literatura alemã.

Adianto, que nesta história, narrada por um monge possuído pelo espírito da narrativa, nós nos deparamos com aventura, ação, reinos distantes, cavaleiros, donzelas em perigo, pecados, segredos escondidos e revelados e milagres sendo operados… (fique tranquilo caro leitor, a história tem tudo isso, mas é bem equilibrada e o resultado da obra é surpreendente). Caso tenha ficado curioso, segue um pouco do enredo. 

A novela é narrada pelo monge beneditino Clemens, que abdicou de seu nome de origem, Morhold, por ser muito “selvagem e pagão”. Pois muito bem, segundo Clemens, ele é somente um instrumento pelo qual “o espírito da narrativa”, nos contará esta história.

Tudo se inicia com o Duque de Flandres e Artois, que preside o feudo do alto castelo de Belrapeire, onde nascem seus filhos gêmeos Víliguis e Sibilla.

Com  a morte da mãe durante o parto, as crianças são criadas pelo pai e Duque Grimaldo. Mas, a criação é, digamos, peculiar, pois os irmãos são educados como se não existisse ninguém à altura deles, a não ser eles mesmos. Logo, devido a esta educação, é que dá início ao imbróglio.

Na noite da morte do pai, os irmãos cometem o incesto, já que somente os dois eram perfeitos um para o outro. Deste ato, Sibilla fica grávida e ambos, ficam desesperados e pedem ajuda a um conselheiro do reino, o Sr. Choraferro, no qual se é determinado que Sibilla dará a luz a criança sob sua proteção e Víliguis sairá em peregrinação ao Santo Sepulcro para a purgação dos pecados, morrendo no meio do caminho.

Quando a criança nasce, o mesmo é posto em um barrilzinho e jogado ao mar à própria sorte. Além do bebê, havia dentro do barril dinheiro escondido dentro de pães, tecido nobres que envolviam a criança e uma placa de marfim ornada em ouro e pedras preciosas, onde a mãe registrou sua história e origem nobre.

O barrilzinho é resgatado por dois pescadores na ilha de São Dunstan, onde fica o mosteiro Agonia Dei e a vila de pescadores, local onde a criança será criada e batizada pelo abade Gregorius, da Ordem Cistercience, que lhe dá o seu nome.

A criança Gregorius se torna um jovem muito educado, inteligente, bondoso e muito bonito. Todavia, o mesmo descobre sua verdadeira origem da pior forma, isto é, sua mãe de criação, ao vê-lo numa briga com o seu filho biológico revela que Gregorius não é seu filho. 

O menino se sente perdido e enganado, logo, seu padrinho, o abade, revela sua verdadeira história e lhe entrega a tábua de marfim. E aqui, nós temos o ponto inicial da história como novela de cavalaria, pois ao descobrir sua verdadeira origem, Gregorius decide se tornar um cavaleiro andante.

O jovem parte em busca de seu destino e acaba chegando em Bruges, capital do feudo de Flandres e Artois, local em que a duquesa Sibilla reside. 

Ao chegar no local, Gregorius toma conhecimento do assédio sofrido pela duquesa que repudia a mão de um pretendente e este, devido a rejeição da mesma dá início a intitulada Guerra do Amor.

Por ser um cavaleiro andante, Gregorius oferece seus serviços a Duquesa, a fim de defender a sua honra e seu reino. O nosso cavaleiro sai vitorioso da batalha, põe fim à Guerra e ainda se casa com Sibilla.

É deste trecho que temos como ponto comum a história de Édipo Rei e O Eleito e é também a partir deste momento que deixarei você meu caro leitor, com a pulga atrás da orelha para saber o que aconteceu a seguir e consequentemente, o desfecho dessa novela maravilhosa.

Indico muito a leitura deste livro, bem como fica a dica de um autor alemão que não nos decepciona com as suas obras!!

Já leu este livro ou outro do Thomas Mann??

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Um beijo e até o próximo post!!

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