CONTOS DE TERROR E MISTÉRIO – BOOKWORMS CLUB GOLD

Dando início para mais um ano, aqui no blog, do mês de Halloween!! Aproveito e deixo a sugestão dos posts de 2019 e 2020 do mesmo período para vocês darem uma olhadinha:

Coraline

A lenda do cavaleiro sem cabeça e outros contos

Sweeney Todd – o barbeiro demoníaco da Fleet Street

O médico e o monstro

Para nossa primeira resenha deste ano, eu escolhi um livro de contos em inglês, adaptados para os níveis 3 (1000 palavras) e 4 (1400 palavras). O livro é de uma coleção lançada pela Oxford, chamada Bookworms Club, feita para ser debatida em sala de aula, conforme as atividades apresentadas.

Sobre os contos, eu li a adaptação de Black Cat do autor norte-americando Edgar Allan Poe (1809-1849) e The Experiment do autor britânico Montague Rhodes James (1862-1936). 

Bora falarmos sobre eles??

🎃 Black Cat (um dos contos do livro Tales of Mystery and Imagination)🎃

A narrativa se inicia com o relato de um homem, que não se considera louco, mas em razão de seus atos, será morto. Logo, ele passa a nos contar a sua história.

Nosso narrador, desde muito jovem, sempre gostou de animais. Conforme ele foi crescendo, o amor pelos animais também foi aumentando na mesma proporção, tanto o é, que ele acabou se casando com uma moça que também adorava animais, a qual para agradar o marido, sempre lhe comprava um novo bichinho de estimação, como peixes, pássaros, cães, galinhas e um gato.

O felino, chamado Pluto, era um enorme gato preto e esperto. A admiração de seu dono por ele era tamanha, que este o amava mais do que os outros animais. O nosso narrador não deixava que sua mulher cuidasse do gato, pois ele gostava de fazer tudo pelo bichinho, e como retribuição, o gato sempre estava ao seu lago em qualquer lugar e a qualquer momento.

Após vários anos, a vida do nosso narrador foi mudando lentamente e seu amor por Pluto também. Ele passou a beber constantemente, começou a ser violento com sua esposa e os outros animais e especialmente, passou a odiar seu gato de estimação.

Em uma noite, após voltar para casa bêbado, Pluto ao ver seu dono tentou se esconder e o mordeu, motivo pelo qual, fez com que o nosso narrador ficasse muito nervoso com a atitude do animal. Logo, para castigá-lo, ele pegou uma faca e arrancou um dos olhos de seu gato.

Após meses do ocorrido, a ferida do olho de Pluto estava melhor, mas o animal continuava fugindo de seu dono. No início, o nosso narrador sentiu vergonha do fez com seu gato, mas conforme o vício no álcool continuava, o sentimento de remorso foi substituído pela raiva.

Em uma manhã, o nosso protagonista pegou uma corda e a amarrou ao redor do pescoço de seu gato e deixou o bichinho para morrer preso a uma árvore. No mesmo dia, à noite, a casa do nosso narrador pegou fogo, ele e a esposa conseguiram fugir, mas o restante de sua moradia foi destruída.

Ao voltar para a sua casa, havia um grupo ao redor da única parede que permaneceu de pé após o incêndio e nela havia uma imagem, isto é, o formato de um grande gato, no qual dava para ver também o formato de uma corda ao redor de seu pescoço.

O homem ficou atordoado com o que viu e por várias noites ficou perambulando ao redor da vizinhança procurando entre os gatos um igual a Pluto, porém sem sucesso. Em uma noite, bebendo em seu bar favorito, o homem encontrou um gato no bar e de imediato simpatizou-se com o animal e o levou para casa. 

Todavia, o sentimento de empatia pelo felino foi se transformando em ódio, mas o nosso narrador fez de tudo para não maltratar mais nenhum bichinho. O gato começou a assustá-lo, pois o animal possuía uma marca misteriosa. Tal sinal foi crescendo e tomando a forma de uma forca.

Conforme o medo pelo gato ia aumentando, nosso protagonista ia ficando mais nervoso e angustiado, até que um dia, ao ir com sua esposa até o porão de sua casa, o homem tentou matar o gato com um machado, sua esposa tentou impedi-lo, mas com este ato, ela acabou sendo a vítima da arma e caiu morta no chão.

Mesmo com a morte da mulher, nosso narrador permaneceu calmo, frio e calculista, ao ponto de traçar planos para esconder o corpo de sua esposa. Até que uma ideia veio-lhe a mente, ele decidiu esconder o corpo atrás de uma parede oca do porão. Logo, com muita frieza, o homem acomodou o corpo e cobriu a parede com gesso.

Após esconder o corpo da esposa, a próxima vítima do nosso protagonista era o gato, mas, ele não conseguia o encontrar em nenhum lugar, o levando a crer que o animal tinha desaparecido. Diante deste cenário, o homem não conseguia esconder a sua felicidade e o sentimento de liberdade que aquilo trazia.

Contudo, rapidamente, as perguntas por sua esposa foram aumentando, ao ponto de a Polícia ser chamada para averiguar a situação. Os investigadores revistaram a casa inteira, a fim de encontrar alguma prova do paradeiro da mulher. 

O homem, muito confiante do seu plano, permaneceu calmo durante o trabalho dos policiais, até que os mesmos foram revistar o porão. Lá, eles também não encontraram nada, mas no momento em que os investigadores estavam indo embora, eles ouviram um barulho detrás de uma parede, o som foi crescendo e crescendo até parecer um grito longo e sem fim.

Os policiais começaram a quebrar a parede e atrás dos tijolos estava o corpo da mulher e no topo de sua cabeça, um gato preto de um olho só. O gato preto mandou seu dono para morte devido ao seu ato cruel.

🎃O experimento (conto do livro The Unquiet Grave)🎃

Nos últimos dias do mês de Dezembro, o pastor chamado Dr. Hall está trabalhando em seus estudos, quando um de seus empregados o informa sobre a morte do Sr. Squire Bowles.

Dr. Hall ficou perplexo com a notícia do falecimento do homem, pois no dia anterior o tinha visto muito bem de saúde. Ao perguntar ao Sr. Wickem, o escriturário/servidor público do vilarejo, o mesmo informou que a morte do Sr. Squire foi repentina e muito dolorosa, razão  pela qual sua esposa e seu enteado queriam que o enterro do falecido fosse o mais rápido possível.

Após retornar do encontro com a família, Dr. Hall juntamente com o Sr. Wickem deram início aos peculiares preparativos do funeral do Sr. Squire. Por que peculiares??? Bom, o Sr. Squire, antes de morrer, informou que não queria ser enterrado no mausoléu da família, mas sim em uma cova, sem caixão, no jardim da igreja.

Sim, o Sr. Squire tinha algumas ideias estranhas sobre a vida após a morte. Mas, tanto o Dr. Hall quanto o Sr. Wickem seguiram as orientações dadas pelos familiares e deixaram tudo pronto para o enterro às vinte duas horas do dia seguinte.

Chegado o momento do velório e enterro do Sr. Squire, onde compareceram todos os moradores do vilarejo, alguns vizinhos e o enteado Joseph. A viúva Sra. Squire não compareceu à cerimônia.

Com a sua morte, o Sr. Squire deixou para sua esposa e enteado terras, a casa e tudo o que havia dentro dela. Contudo, nenhum dinheiro foi encontrado, o que era muito estranho, pois o falecido era um homem muito rico e recebia o valor arrecadado em suas terras em dinheiro vivo todos os anos, logo, onde foi parar este dinheiro??

Durante a procura por algo que indicasse o paradeiro do dinheiro, Joseph e sua mãe encontram na biblioteca uma carta escrita um dia antes de sua morte pelo Sr. Squire e endereçada a um amigo chamado Sr. Fowler.

Nesta correspondência, o Sr. Squire fala sobre os seus estudos sobre a vida após a morte. Com base em suas descobertas, o Sr. Squire informa que por um tempo a alma do homem já morto fica presa em alguns lugares em que ele conheceu em vida. Na verdade, esta permanência da alma é tamanha ao ponto de conseguir se comunicar com os vivos.

Ainda relata que segundo os experimentos do livro escrito pelo Dr. Moore, quando a alma é chamada, a pessoa que a chama terá que abrir a boca do corpo inanimado para  conseguir ouvir os desejos do falecido, bem como onde ele escondeu o seu dinheiro. E é nesta parte que a carta para e não se tem mais nenhuma pista do paradeiro do dinheiro.

O enteado do Sr. Squire, Joseph encaminhou a carta escrita pelo seu padrasto ao Sr. Fowler e o mesmo o escreveu de volta. Com o retorno da resposta do amigo do falecido, mãe e filho decidiram que Joseph iria naquela noite realizar o procedimento relatado pelo Sr. Squire na carta endereçada ao seu amigo, isto é, perguntaria a alma de seu padrasto onde estava escondido o dinheiro. Inclusive, sua mãe deu um pano para que Joseph usasse para se cobrir durante o ato.

Feito o experimento, Joseph atordoado, confessa à mãe que a alma do Sr. Squire estava raivosa e sua voz era similar a um cão rosnando. Joseph sentiu que o espírito estava ali esperando por seu chamado. Ao terminar de questionar sobre o paradeiro do dinheiro, o corpo do Sr. Squire saiu da cova e agora sua alma estava livre e perambulando nos lugares conhecidos em vida.

Joseph estava tão assustado que não conseguia passar mais uma noite sequer na casa herdada por ele e sua mãe. Diante do desespero de seu filho, a Sra. Squire sugeriu que os dois, ao anoitecer, pegassem um barco rumo à Holanda, tendo em vista que fantasmas não podem seguir os vivos sobre a água.

Ao chegar o barco, rumo a Holanda, o barqueiro pegou a bagagem e informou que a viagem seria tranquila e que junto com eles havia mais um passageiro no barco, rumo ao mesmo destino.

Ambos estranharam a presença de mais um passageiro e perguntaram ao condutor se ele sabia quem ele era, todavia, o mesmo informou que não o conhecia e que o misterioso passageiro mantinha o seu rosto escondido, mas que sua voz era estranha, como a de um cão rosnando.

O conto termina informando que naquela época, as mulheres que envenenavam seus maridos eram queimadas até a morte. Os registros de um certo ano em Norwich relataram que uma mulher foi punida dessa maneira e seu filho foi enforcado em seguida. Nenhum deles foi sentenciado por seus crimes, mas eles confessaram ao pastor de seu vilarejo o que eles fizeram. O nome do vilarejo continua sendo um mistério, pois até hoje o dinheiro continua escondido.

O livro de experimentos do Dr. Moore encontra-se disponível na biblioteca da Universidade de Cambridge, e na página 144 está escrito o que segue:

“O experimento provou-se muitas vezes verdadeiro para encontrar ouro escondido no solo ou roubo ou assassinato ou qualquer outra coisa. Vá até o túmulo do morto e chame por seu nome por três vezes e diga ‘Pode deixar a escuridão e vir a mim esta noite e me dizer verdadeiramente onde o ouro está escondido’. Depois, pegue um pouco de terra do túmulo do morto, amarre-a com um pano limpo e durma com ela sob a orelha direita. E onde quer que você deite ou durma, à noite ele virá e lhe dirá a verdade, seja acordado ou dormindo.”

Um beijo e até o próximo post!!

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