Resenha de A arte de escrever bem no trabalho

No post de hoje, eu falarei sobre a minha experiência de leitura da obra A arte de escrever bem no trabalho, lançada em 2022 através da parceria entre a Editora Sextante e a Harvard Business Review Press.

Sinopse: Quando seus e-mails, propostas e documentos importantes são mal escritos, você corre o risco de perder tempo, dinheiro e até mesmo bons negócios.

Pessoas que se comunicam de forma convincente e eficaz têm muito mais chances de se conectar com os outros e torná-los receptivos às suas ideias.

A arte de escrever bem no trabalho vai lhe mostrar que a boa redação é uma habilidade obrigatória para ser bem-sucedido.

Com uma seção de consulta rápida com dicas de pontuação, gafes comuns e as armadilhas gramaticais e ortográfica mais corriqueiras, este livro lhe oferece as ferramentas indispensáveis para se expressar com clareza. Aprenda a:

ir direto ao ponto

vencer o bloqueio na hora de escrever 

prender a atenção dos leitores

ganhar credibilidade junto a parceiros de negócios difíceis

encontrar o tom certo de acordo com o tipo de mensagem

Terminei a minha leitura recentemente e posso garantir que, para mim, as dicas foram muito úteis e a abordagem do livro escrito por Bryan A. Garner foi capaz de me fazer enxergar onde podemos melhorar em nossa escrita de forma objetiva, coesa e enxuta.

Com o objetivo de ser claro ao passar a mensagem da necessidade de escrevermos bem, o livro é dividido em seções e apêndices, bem como referências de obras para consulta e aprofundamento do tema:

Seção 1 – Dando conta do recado com rapidez e clareza: esta seção é voltada para análise do nosso objetivo com o texto a ser produzido, tal como o destinatário deste escrito. 

Aqui também, nós aprendemos a anotar as nossas ideias principais, com o foco de ao escrever o texto final, o material produzido venha a ser claro com relação ao assunto abordado, através de um tom adequado nesta abordagem, como também a utilização de uma escrita direta, pois os nossos leitores não têm tempo a perder.

Não posso deixar de abordar, ainda neste tópico, sobre o processo de redação em quatro etapas proposto no capítulo 3 desta seção, o LACJ. Este processo nos ajuda a descobrir como começar o nosso texto, sendo esta uma das maiores dificuldades da redação.

Louco: reúne material (memórias, pesquisas, observações, conversas com outras pessoas, especulações e a própria imaginação) e gera ideias;

Arquiteto: organiza as informações e preparar um esboço, mesmo que simples (o objetivo é chegar ao ponto de três frases completas que resumam a suas ideias);

Carpinteiro: coloca os seus pensamentos em palavras, montando frases e parágrafos, conforme o projeto do Arquiteto;

Juiz: faz o controle de qualidade e aperfeiçoa a redação, tornando-a concisa e corrigindo a gramática.

Seção 2 – Desenvolvendo suas habilidades: A escrita de um bom material só é possível se nos colocarmos no lugar do leitor para a avaliação da clareza do nosso texto, bem como a utilização de fatos concretos, gráficos e/ou infográficos para elucidar o nosso posicionamento.

Além do mais, um bom material será melhor produzido e útil quando desenvolvido através de uma escrita simples, direta, evitando o uso de jargão comercial e focando no uso de uma gramática correta.

Aqui, o autor recomenda a criação do hábito de pedir a opinião de seus colegas sobre seus rascunhos, apontando possíveis correções. Tal hábito só ganhará constância se dentro do ambiente de trabalho, as revisões de textos sejam promovidas livremente, sem que ninguém se sinta superior ou inferior.

Seção 3 – Evite maneirismo que afastem o leitor: Nesta parte, nós aprendemos a evitar o uso de formalismo, através de pronomes como nós, nosso, você e seu para adicionar um toque pessoal e agradar o nosso leitor. Vislumbramos também que, para produzir um texto claro e direto, temos que dar preferência à voz ativa, ao menos que a voz passiva, no contexto, soe mais natural.

Seção 4 – Formas comuns de redação comercial: foca na abordagem simples e direta em textos como e-mails, cartas comerciais, memorandos/relatórios e avaliações de desempenho.

Apêndices: aqui nós encontramos dicas de conferência das etapas da redação de nossos documentos; tópicos gramaticais para entendimento; dica de pontuação; relação de erros comuns e um guia para o bom uso da língua portuguesa.

Com base no exposto, nós podemos concluir que, a arte de escrever bem compreende, a aplicação de técnicas para superação de bloqueios de escrita; motivação dos leitores de seus documentos a terem alguma ação com relação ao seu escrito; o fato de colocar em um papel as nossas ideias nos ajuda, e muito, a nos organizarmos; saber expressar nossos pontos de vista com clareza, de forma direta, prendendo a atenção do leitor é fundamental para se fazer entendido e seu texto ser útil ao destinatário.

Para isso, é necessário a prática da escrita, sendo a constância e o hábito fundamentais para a evolução de seus textos. É com esta prática, que nós encontramos o nosso tom adequado, conseguimos alcançar a coesão dos nossos textos e também conseguimos evitar os erros gramaticais (o estudo da nossa língua é extremamente necessário para o desenvolvimento da escrita e da fala, sendo que este conhecimento não poderá ser tirado de você por ninguém).

Por fim, mas não menos importante, o hábito da leitura nos faz melhores escritores. Logo, leia livros que lhe instigue a curiosidade! Caso você não saiba o que ler ou por onde começar, dá uma olhada nas indicações de leitura aqui do blog!!

Um beijo e até o próximo post!

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