Resenha de Coração das trevas

Capa do livro

Segundo livro lido do projeto reeducação do imaginário e meta literária de Janeiro cumprida com sucesso!

CURIOSIDADES SOBRE O AUTOR E SOBRE O LIVRO 

Joseph Conrad

Józef Teodor Konrad Nalecz Korzeniowski, conhecido como Joseph Conrad nasceu em 1857 na Ucrânia. Ficou órfão ao 11 anos e foi criado pelo seu tio até o seus 16 anos. 

Nesta idade, Conrad viajou para a França, ocasião em que deu seus primeiros passos na Marinha. Após várias tentativas, ele conseguiu a sua aprovação como capitão da Marinha Mercante Inglesa, tendo em 1886 recebido a sua nacionalidade britânica.

Em 1894, Joseph Conrad resolveu deixar de lado a carreira na Marinha e passou a se dedicar à escrita e à literatura. Devido às viagens que realizou durante o seu tempo na Marinha, ele conseguiu colecionar várias histórias acerca do tema, entre elas o livro “O Coração das Trevas”. 

No que tange ao seu estilo de escrita, Conrad compunha suas personagens muitas vezes em locais isolados da sociedade e que eram submetidas a situações extremas, como é o caso do protagonista Marlow, em “O Coração das Trevas”. 

O livro “O Coração das Trevas” serviu de inspiração no cinema, através do filme Apocalipse Now, de Francis Ford Coppola, em 1979.

Joseph Conrad faleceu na Inglaterra, no dia 3 de agosto de 1924.

SOBRE A EDIÇÃO

Eu li este livro pelo Kindle, através da edição publicada em 2019 pela Editora Antofágica.

A edição contém ilustrações de Claudio Dantas, tradução de José Rubens Siqueira e apresentação da obra por Felipe Nobre Figueiredo:

Ilustrações do livro

Ao final da leitura de “O coração das trevas”, nós encontramos comentários feitos por  Christian Ingo Lenz Dunker e por Ana Maria Bahiana.

MINHA EXPERIÊNCIA DE LEITURA E INDICAÇÃO DESTE LIVRO PARA O PROJETO REEDUCAÇÃO DO IMAGINÁRIO

ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILER

Como dito anteriormente, a história de vida de Joseph Conrad é muito interessante, pois devido a seu trabalho na Marinha, o mesmo viajou para diversos lugares e abraçou a Inglaterra como sua terra devido sua história na Marinha Inglesa, época em que aprendeu a língua brilhantemente.

O livro é de uma honestidade abissal, pois a impressão que passa, inicialmente, é que a história é uma defesa do projeto civilizatório do Imperialismo Britânico.

A narrativa é feita pelo Capitão Marlow (alter ego do autor) a um grupo de marinheiros, no qual espera que tal grupo obtenha algum tipo de aprendizado com sua experiência.

Inicia-se com a trajetória de Marlow indo aos escritórios do Congo Belga em Bruxelas procurar algum emprego na África. Aqui, eu faço um destaque a cena de entrada no escritório, em que o autor descreve a burocracia do Império. 

E, no entanto, Marlow não se acanha com isso e quer de fato trabalhar na África, pois está convencido que tal projeto imperialista busca a civilização para os povos menos civilizados.

Ao chegar na África, o que Marlow vê não é exatamente um projeto civilizatório, mas sim, a exploração econômica mais desumana, devido às condições da população local.

As descrições são muito realistas, no sentido de que, ao chegar no Congo Belga, Marlow descreve as pessoas como se elas fossem feitas somente de pele e osso, chegando até a se indagar se, de fato, eram pessoas ou não:

“Vi o demônio da violência, o demônio da cobiça, o demônio do desejo ardente; mas, por todas a estrelas!, eram demônios fortes, luxurioso, de olhos vermelhos, que influenciavam e conduziam os homens – homens, digo. “

Diante desta primeira decepção, Marlow se questiona sobre seu papel ali, até receber a notícia de que há um agente do Império, chamado Kurtz, que tem um posto altamente lucrativo com a extração de marfim, mas ao mesmo tempo adorado pelo povo africano.

Logo, Marlow vê nessa figura uma combinação que é aquela que ele vinha buscar, qual seja, a junção de civilização e dinheiro. 

A partir daí a história irá narrar a aventura de Marlow subindo o Congo atrás de Kurtz. No meio da viagem há ataque de indígenas, fugas, mudanças súbitas de cenário, visão enevoada, todos os elementos contidos em um livro de aventura marítima.

Ao chegar no local em que Kurtz está, Marlow o indaga sobre como ele conseguiu unir em um projeto dinheiro e civilização e a única resposta que obtém e a célebre frase da literatura “Oh horror…Oh horror” pronunciada por Kurtz pouco ante de cair morto.

Assim, após toda a frustração da viagem, Marlow vai embora sem ter a chave de seu enigma. 

Nota-se, portanto, que o interesse extraordinário do livro é que a busca pela união de dinheiro e civilização é uma farsa inexplicável (através da metáfora luz e escuridão, que dá nome ao livro “Coração das trevas”), o que o torna, mesmo tendo sido publicado no final do século XIX, uma história atemporal.

Por fim, com a conclusão da leitura, eu pude ver a importância da indicação deste livro ao Projeto Reeducação do Imaginário, pois ele traz em seu bojo temas como dinheiro, ganância, ambição desenfreada através do poder devido a um cargo ou exercido em nome de alguém e as consequências do uso destes mecanismos que só pode ser traduzida na palavra horror.

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Um grande beijo e até o próximo post!!

Resenha de Crime e Castigo

Em 2020 eu dou início ao Projeto Reeducação do Imaginário com a leitura do primeiro livro da lista, qual seja Crime e Castigo, do autor Fiódor Dostoiévski.

CURIOSIDADES SOBRE O AUTOR E SOBRE O LIVRO

Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski, nasceu em Moscou no ano de 1821, filho de um médico militar e de uma dona de casa que, desde de novo, o autor e seus irmãos foi incentivados pelos pais ao estudo da literatura.

Formou-se em Engenharia pela Academia Militar de Engenharia de São Petersburgo e, após a conclusão do curso, Dostoiévski iniciou o seu trabalho como escritor de romances filosóficos e psicológicos, bem como editor em revistas próprias e participação ativa na política.

Em abril de 1849, Dostoiéviski foi preso sob a acusação de conspiração em face do Czar Russo Nicolau I, ocasião em que foi sentenciado a morte e, posteriormente teve a pena convertida para oito anos de trabalhos forçados a ser cumprida na Sibéria.

Foi na prisão da Sibéria que Dostoiévski sofreu seu primeiro ataque de epilepsia, enfermidade que o acompanhou até o seu falecimento em janeiro de 1881. Tal doença também atinge várias de suas personagens, como o Príncipe Míchkin de O Idiota, Kiríllov de Os Demônios e Smerdiákov de Os Irmãos Karamazov

No que tange ao livro Crime e Castigo, a história teve como inspiração o homicídio de um agiota e seu empregado visando o roubo de sua residência, cometido por um estudante chamado A.M. Danilov em 12 de janeiro de 1866. A história teve seus primeiros dois capítulos foram publicados em 1865 pelo periódico “O Mensageiro Russo”, obtendo um grande sucesso de crítica.

SOBRE A EDIÇÃO

A edição que eu possuo foi publicada pela Editora Martin Claret em 2004, no qual faz parte da Coleção Obra Prima de Cada Autor:

Capa do livro
Contracapa do livro

Por ser uma edição, que na época, tinha como intuito ter um preço acessível e em formato de bolso, a diagramação não tem espaçamento, as páginas são brancas, mas não impediu de realizar a leitura a contento:

Sobre a edição

Ademais, não levei em conta a acentuação, tendo em vista que a publicação deste livro foi anterior ao Acordo Ortográfico de 2009. 

SOBRE A MINHA EXPERIÊNCIA DE LEITURA E A INDICAÇÃO DESTE LIVRO NO PROJETO REEDUCAÇÃO DO IMAGINÁRIO

ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILER

A história é muito realista (Dostoiéviski pertence ao período do Realismo na Literatura), logo, eu li a obra intercalando com outras leituras de temáticas diferentes, pois houve momentos que, apesar da escrita ser muito fluída, os temas eram pesados e acredito que eu teria desistido do livro se tentasse lê-lo de uma só vez.

A história se passa durante o Império Russo e retrata a vida de Rodion Românovitch Raskólnikov, um estudante que comete um duplo assassinato e após a execução do crime se vê atordoado por seus próprios atos.

Conforme a leitura foi avançando, eu ia me sentindo cúmplice de Raskólnikov em seus pensamentos, em seus devaneios, em suas mudanças de humor e no fato de não conseguir confessar a execução do crime.

Também senti raiva, pois Raskólnikov é prepotente, julgador, dono da razão e covarde ao ponto de deixar pessoas inocentes responderem pelo o ato em seu lugar. 

Achei a cena da confissão à Sônia, sobre a autoria do crime, muito comovente e factível, como se o fardo de Raskólnikov fosse tirado também de mim e contado à uma personagem que é retratada com a pureza do amor cristão:

“Vai agora, neste instante, pára em um cruzamento, inclina-te, beija a terra, que tu profanaste, e depois faz uma reverência a todo este mundo, em todas as direções que quiseres, e diz a todos, em voz alta: ‘Eu matei!’”

Nota-se, portanto, que a escolha de Crime e Castigo como primeiro livro da lista do Projeto Reeducação do Imaginário é totalmente compreensível, pois trata de temas como culpa, arrependimento e redenção de uma forma muito realista e tocante.

Vemos, através da narrativa, como a ganância, a cobiça e a ambição, sem medição das consequências, é capaz de cegar o homem e levá-lo a cometer um ato tão bárbaro como o homicídio.

Ademais, a dificuldade de confessar o cometimento do ato ilícito e de se redimir é um caminho tortuoso para o criminoso, mas ao realizá-lo, de forma verdadeira, é capaz de mudar a visão do indivíduo sobre ele mesmo e de todos ao seu redor:

“Na noite do mesmo dia, quando o quartel já estava fechado, Raskólnikov, deitado na tarimba, pensava nela [Sônia]. Nesse dia até lhe pareceu que todos os galés, antes seus inimigos, já o olhavam de modo diferente. Ele mesmo começou a conversar com eles, e lhe respondiam de modo carinhoso. Agora ele se lembrava disso com esforço, mas era assim que devia ser: acaso tudo não devia mudar agora?”

“Raskólnikov abre o Evangelho, de que até então apenas escarnecera. Mas, pensando em Sônia, para quem aquele era o único livro sobre a terra, ele pergunta-se: “Será que agora as convicções dela podem não ser também as minhas convicções? Os seus sentimentos, as suas aspirações, ao menos…”

É um livro difícil de ser lido devido ao peso da culpa que você carrega juntamente com o protagonista, o fato de tirá-lo de sua zona de conforto não só com as atitudes do protagonista, mas também com os atos de outras personagens. 

Mas mesmo assim, eu indico muito a leitura de Crime e Castigo pelo poder da narrativa e a mensagem que ela nos deixa.

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Já leu este livro? Se positivo, comenta aqui o que você achou!

Um grande beijo e até o próximo post!!

Reseha de A metamorfose

Capa do livro

Um dos livros mais famosos do autor Franz Kafka, em uma edição publicada pelo Selo Penguin da Editora Companhia das Letras em 2011.

A tradução e comentários foram feitos por Modesto Carone (escritor, tradutor, ficcionista, ensaísta e professor de literatura nas Universidades de Viena, São Paulo e Campinas. Em 2009, ele recebeu o prêmio de ensaio e crítica da Associação Paulista de Críticos de Artes por “Lição de Kafka”.

Confesso que meu enfoque no mês de Janeiro foi somente na leitura de “A Metamorfose”, pois eu tinha curiosidade de ler algo do autor, como também gostaria de uma leitura curta (deu para ler em 01 (um) dia), filosófica e reflexiva (acredito que consegui alcançar o meu objetivo com a escolha desta leitura).

O livro começa com a frase mais impactante que eu li na minha vida de leitora: “Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso”.

Você pode estar se perguntando, assim que eu me perguntei: Como isso é possível?

Pois é meus amigos, a partir desta afirmação podemos ver que este livro não é um conto de fadas em que o Príncipe que virou sapo pode voltar a ser humano novamente com o beijo de amor verdadeiro, tanto que o próprio narrador, já de imediato acaba com as nossas expectativas quando relata: “Gregor Samsa pergunta: “O que aconteceu comigo? ”, e a resposta é “Não era um sonho””.

Note que, a metamorfose, neste livro, é perturbadora e intranquila como os sonhos de Gregor Samsa, primeiro pela irreversibilidade do fenômeno e da narrativa fluída e natural, por mais estranho que possa parecer, de contar a história, bem como na capacidade de nos colocarmos no lugar da personagem principal.

Aproveitando o gancho para falar da narrativa, a história não é narrada em primeira pessoa, ou seja, por Gregor Samsa, mas em terceira pessoa, por um narrador capaz de entender, de forma subjetiva, os sentimentos e pensamentos de Gregor como um inseto. Neste sentido, Modesto Carone diz que “o narrador se comporta como uma câmera cinematográfica na cabeça do protagonista”.

Sobre a história, Gregor Samsa é um cacheiro-viajante que, com o seu árduo trabalho, sustenta o seu pai falido, sua mãe e sua irmã mais nova. Com a metamorfose, a família se vê obrigada a sair da zona de conforto, proporcionada pelo filho mais velho, e incorporar este fato ao seu cotidiano familiar.

Aqui, com o decorrer da história, nós vemos a narrativa de uma segunda metamorfose – A metamorfose familiar, através do tratamento da família em relação a Gregor como um inseto e o rebaixamento de “ele” – Gregor, com “isso” – Inseto.

Nota-se, portanto, que como inseto, Gregor é inútil a família, já que não pode mais sustentá-la, mas, a metamorfose pode ser considerada uma libertação para a nossa protagonista se vermos a narrativa pela perspectiva da Família como parasita do filho em sua forma humana, bem como do filho em sua forma de inseto como suposto parasita da família Samsa.

Por mais que a história possa parecer maluca, eu recomendo muito a leitura, pois ele te tira do conforto e te faz pensar em nossas atitudes, principalmente quando colocamos uma pessoa, que não nós mesmos, como prioridade.

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Um beijo e até o próximo post!!!

Meta literária de Janeiro de 2020

E mais um novo ano chegou e não podia faltar uma nova meta literária né?!?!

Para este mês, eu  estabeleci como objetivo a finalização e início de duas leituras do Projeto Reeducação do Imaginário, bem como uma leitura curtinha, mas bem filosófica:

A finalização do primeiro livro do projeto: Como dito no post referente às metas literárias de Dezembro, um dos livros escolhidos foi Crime e Castigo, que terá resenha em breve no blog. É o meu primeiro contato com a literatura russa e fiquei feliz por ter escolhido este autor com uma genialidade e fluidez tão ímpar como Fiódor Dostoiévski:

Capa do livro publicado pela Editora Martin Claret

O início do segundo livro do projeto: Continuando a meta de leitura de livros clássicos, o próximo da lista será Coração das Trevas, de Joseph Conrad. Estou namorando faz tempo a edição publicada pela Editora Antofágica em 2019, vamos ver se eu consigo adquiri-la (#viralogofaturadocartãodecrédito):

Capa do livro publicado pelo Editora Antofágica

E, uma leitura filosófica: Como para este ano eu quero mais leituras ricas em ensinamentos, eu escolhi o livro Metamorfose de Franz Kafka, que será lido no Kindle (presentão de Natal do maridão!), através da edição publicada pela Penguin Companhia:

Capa do livro publicado pela Penguin Companhia

E aí, você já estabeleceu a sua meta literária deste mês? 

Já leu algum destes livros?

Deixa o seu comentário por aqui!

Um grande beijo e até o próximo post!!

Projeto “Reeducação do Imaginário”

Um novo ano já está aí na nossa porta e com ele novos sonhos, novos projetos e recomeços!

Para mim, um dos projetos de leitura que eu pensei para o ano de 2020 foi inspirado no maravilhoso trabalho do Juiz Márcio Umberto Bragaglia da Vara Criminal de Joaçaba – Santa Catarina denominado “Reeducação do Imaginário”. (a entrevista é longa, mas vale muito a pena!!!)

Tal projeto tem como instrumento o uso da leitura de seletos livros (lista abaixo), acompanhados de dicionários, para a remição da pena dos presos em até 4 dias por cada obra lida.

Com exceção dos presos temporários, tal projeto se aplica aos demais apenados que se inscrevem no programa de forma voluntária. 

Os livros são adquiridos através de acordos firmados com o Ministério Público que revertem a pena a infratores que cometeram crimes de menor potencial ofensivo, no qual é determinado a compra de uma quantidade dos livros abaixo mencionados.

Além do mais, a proposta é uma tentativa corajosa de incentivar o uso deste poderoso instrumento, que é o livro, para ajudar na formação do caráter ou até mesmo na ressocialização desses indivíduos:

 A seleção das obras se dá, (…), com base no encadeamento de temáticas relevantes aos objetivos do projeto: culpa e arrependimento, escolhas e consequências, responsabilidade pessoal, aprimoramento da percepção (inclusive de questões transcendentais), reflexão sobre a dor e sofrimento causado e suportado, fardos, preço e valor da liberdade. (Márcio Umberto Bragaglia, Mídia sem Máscara, 2013)

O que é mais cativante neste projeto e o que o torna digno de divulgação é o fato de não bastar somente o preso ler o que lhe é determinado, mas também entender e saber explicar o que foi compreendido com a leitura.

Ademais, para que ocorra a remição da pena, é necessário a realização de entrevistas feitas no presídio pelo Juiz,  por seus assistentes e acompanhadas de perto pelo Ministério Público, OAB e Defensoria Pública. 

Logo, me inspirando neste trabalho ímpar e exemplar, eu tracei como meta a leitura dos livros indicados pelo Juiz Marcio Bragaglia, sendo estes:

Crime e Castigo – Fiódor Dostoiévski

Coração das Trevas – Joseph Conrad

Othello – William Shakespeare

Moby Dick – Herman Mellville

O Vermelho e o Negro – Stendhal

A Montanha Mágica – Thomas Mann

Paraíso Perdido – John Milton

Macbeth – William Shakespeare

A Morte de Ivan Ilitch – Leon Tolstói

O Senhor dos Anéis – J.R.R. Tokien

Grandes Esperanças – Charles Dickiens

Fahrenheit 451 – Ray Bradbury

Ficções – José Luis Borges

Dom Quixote – Miguel Cervantes

Os noivos – Alessandro Manzoni

Os anos de aprendizado de Wihelm Meister – Goethe

Contos completos – Flannery O’Connor

Os demônios – Fiódor Dostoiévski

Demian – Herman Hesse

O médico e o monstro – Robert Loius Stevenson

As crônicas de Nárnia – C.S. Lewis

Divina Comédia – Dante Alighieri

Confissões – Santo Agostinho

Diário de um pároco de aldeia – Georges Bernanos

O homem sem qualidades – Robert Musil

A estrada – Cormac MacCarthy

E com este post, eu me despeço de 2019 repleta de boas leituras feitas no decorrer deste ano e a espera de 2020 com mais livros surpreendentes e capazes de mudar a forma que enxergamos o mundo!!

Quer ter como meta literária algum destes livros? 

Já leu algum livro desta lista e quer compartilhar a sua experiência? 

Deixe o seu comentário!!!


Um grande beijo e até o primeiro de muitos posts do ano que vem!!

Resenha de Um Cântico de Natal e outras histórias – Parte I

Ah…o Natal…Amo esta época do ano, pois as pessoas ficam mais gentis umas com as outras, representa um período de união e renovação da nossa fé, independente da crença, e renovação da fé em nós mesmos, pois mesmo no final de mais um ano, nós recarregamos as nossas energias, fazemos um balanço de nossas metas cumpridas ou não, e nos enchemos de esperanças para o começo de mais um ciclo!!

E nada melhor do que ler histórias que representam tudo isso e muito mais, como este maravilhoso livro de contos escritos por Charles Dickens e publicado com primor pela editora Martin Claret neste ano!

O livro possui uma apresentação escrita por Sandra Sirangelo Maggio, professora de literatura inglesa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que nos conta em detalhes sobre a vida pessoal de Charles Dickens e sobre a escrita do autor.

Ademais, traz em seu bojo um dos mais famosos contos do escritor que é “Um Conto de Natal ou Um Cântico de Natal” e outros contos menos conhecidos, mas ricos em ensinamentos e reflexões sobre esta época do ano que são:

Festas de Natal

Um conto bem curtinho que retrata muito bem a reunião familiar tanto na ceia de Natal quanto o almoço do dia 25 e organizado pelos avós na casa do Tio George. 

Aqui trago uma citação deste conto que consegue refletir muito bem o espírito desta época do ano:

Nada, então, de reservar o mais alegre dos trezentos e sessenta e cinco dias para as tristes recordações; puxe a cadeira para mais perto da lareira acesa – encha o copo e cante uma sonora canção – e, se sua sala for menor do que a de uns doze anos atrás, ou se o seu copo estiver cheio de um ponche malcheiroso, em vez de vinho espumante, encare tudo com bom humor e o esvazie de uma vez e encha outro e solte a voz na canção que você costumava cantar, e dê graças a Deus porque as coisas não vão ainda pior.”

A história dos duendes que raptaram um coveiro

Conta a história de Gabriel Grub, um homem que trabalhava como sacristão e coveiro em um cemitério. Por ser carrancudo e não se dar bem com ninguém (somente consigo mesmo e sua garrafa de vime abastecida com Gim holandês), ele não gosta do Natal, bem como dos sentimentos e ações que esta época do ano desperta nas pessoas.

Logo, ao chegar no cemitério para continuar seu trabalho em um túmulo inacabado, Gabriel ouviu uma voz, que de início achou que era um eco, até se deparar com uma figura estranha e sobrenatural, tendo em vista que suas pernas eram longas, seus braços musculosos e usava uma capa e um chapéu pontudo. Tal figura era um duende que não conseguia entender o motivo pelo qual Gabriel estava em um cemitério na noite de Natal.

A cada pergunta feita pelo duende ao coveiro, o coro invisível pronunciava seu nome “Gabriel Grub”. O homem não entendia o que queriam com ele, já que nem o conheciam. Mas é aí que Gabriel se engana, pois os duendes sabiam muito bem quem ele era e como se comportava com os outros nesta época do ano.

Gabriel tentou ir embora, mas o cemitério ficou repleto de duendes. O cérebro do coveiro girava e suas pernas fraquejavam, enquanto os espíritos voavam ante os seus olhos. Neste momento, o rei dos duendes, tomou Gabriel pelo colarinho e afundou com ele terra adentro até chegarem a uma caverna repleta de mais duendes.

Neste lugar, o coveiro foi submetido a alguns cenários que tinham como objetivo ensinar algumas lições a Gabriel, como a história de homens que davam duro no trabalho e lutavam para garantir comida para a sua subsistência e eram muito felizes.

Viu também homens como ele, que resmungavam da alegria dos outros, contudo, estes mesmos homens conseguiram enxergar que mesmo com o bem e o mal existentes no mundo, ele ainda era um lugar decente e respeitável.

Com este último cenário, Gabriel adormeceu e ao acordar estava de volta ao cemitério. Ficou em dúvida sobre se o que tinha lhe acontecido era verdadeiro. Todavia, independente de sua crença, ele já era outro homem. 

Um episódio de natal de “O relógio do Senhor Humphrey”

Trata-se de um conto narrado em primeira pessoa,  no qual nós acompanhamos o início de uma grande e verdadeira amizade entre dois homens em uma noite de Natal.

Nossas personagens são homens marcados pela solidão, pela surdez de um e pela deficiência física do outro, mas que de certa forma, tais atributos os uniram em uma amizade linda de se ler e acompanhar.

Uma árvore de Natal

Mais uma conto narrado em primeira pessoa, no qual nosso narrador nos apresenta sua árvore de natal, repleta de enfeites capazes de elevar nossa imaginação e assim, termos histórias dentro deste conto curtinho.

Ademais, em Uma Árvore de Natal, nós temos a menção do livro As mil e uma noites em vários enfeites, que porventura, se tornam histórias a nós contadas.

O que é o Natal quando ficamos velhos

Percepção do mundo após vários Natais festejados, no qual o sentimento despertado dentro de nós nesta época do ano, e que com mais maturidade nós conseguimos enxergá-lo, é de que o Natal traz em seu bojo a capacidade de perdoarmos e sermos perdoados, de sermos mais tolerantes e de sermos mais gentis uns com os outros. 

Também é o olhar para o passado com o saudosismo de fatos ocorridos em outros Natais, bem como a saudade que temos dos que já partiram e até mesmo a esperança de reencontrá-los.

É olhar para o presente e celebrarmos este momento tão bonito com quem amamos ao nosso lado, bem como a manutenção de tal hábito para a posteridade.

Os sete viajantes pobres

Conto narrado em primeira pessoa, por um homem, que também se considera um viajante, logo, de seis viajantes, o nosso narrador se incluiu na conta. 

Nosso protagonista recebeu como herança uma casa de caridade, a qual era de propriedade do Sr. Richard Watts. Tal casa já informava em sua porta que abrigaria na noite de Natal seis viajantes pobres e que cada qual receberia quatro pence durante sua estadia no local, além de cama e comida.

Durante a narrativa nós acompanhamos o nosso narrador durante os preparativos para a ceia natalina, conhecemos um pouco cada um dos viajantes e nos deparamos com cada um seguindo seu destino após a festividade.

Acredito que este foi um dos contos mais curtos que teve como tema principal não só o Natal, mas também o espírito  da solidariedade, no qual podemos aprender com a leitura e tentar replicar em nossas vidas, a dividir o que temos com os mais necessitados.

Saliento que os contos Um cântico de Natal e O homem possesso e o pacto com o fantasma, sairão na parte II e parte III deste livro aqui no blog!!

Por fim, eu desejo a todos um Natal repleto de harmonia, união, felicidade e de muita festa com todos os seus amigos e familiares!!


Um grande beijo e até o último post do ano!!

Retrospectiva literária de 2019

No post de hoje, eu compartilho com vocês as minhas leituras e livros favoritos do ano:

Janeiro – “A louca dos romances de época”

  1. A soma de todos os beijos – Série “O quarteto Smythe-Smith” – Julia Quinn
  2. Quando a Bela domou a Fera – Série “Contos de Fadas” – Eloisa James

Fevereiro – A continuação de “A louca dos romances de época”

  1. Uma dama fora dos padrões –  Série “Os Rokesbys” – Julia Quinn
  2. Um marido de faz de conta – Série “Os Rokesbys” – Julia Quinn
  3. Para Sir Phillip, com amor – Série “Os Bridgertons” – Julia Quinn
  4. Um estranho irresistível – Série “Os Ravenels”- Lisa Kleypas

Março – Temporada do Kindle Unlimited 

PS: Li estes livros, sendo que três são Contos, mas não gostei de nenhum e logo em seguida cancelei a assinatura : (

  1. No divã – Ane Pimentel
  2. Seu desejo é uma ordem (Conto) – Mari Lima
  3. Toda sua (Conto) – Mari Lima
  4. Brincando com fogo (Conto) – Mari Lima
  5. Melissa – Betânia Vicente

Abril e Maio

Não me recordo do motivo pelo qual eu não fiz nenhuma leitura nestes meses.

Junho – Leitura de suspense e, claro, romance de época

  1. A paciente silenciosa – Alex Michaelides –  UM DOS FAVORITOS DO ANO!
  2. Um casamento conveniente – Tessa Dare
  3. A garota do lago – Charlie Donlea

Julho – Ainda na vibe do suspense

  1. Deixada para trás – Charlie Donlea

Agosto – O retorno triunfal de “A louca dos romances de época” 

  1. Segredos de uma noite de verão – Série “As Quatros Estações do Amor” – Lisa Kleypas
  2. Era uma vez no outono – Série “As Quatros Estações do Amor” – Lisa Kleypas
  3. Pecados no inverno – Série “As Quatros Estações do Amor” – Lisa Kleypas
  4. Escândalos na primavera – Série “As Quatros Estações do Amor” – Lisa Kleypas
  5. Um cavalheiro a bordo –  Série “Os Rokesbys” – Julia Quinn

Setembro – Mesclei leitura de romance de época com romance contemporâneo

  1. A dama mais apaixonada – Julia Quinn/Eloisa James/Connie Brockway
  2. Teto para dois – Beth O’Leary – UM DOS FAVORITOS DO ANO!

Outubro – Mês que marca o início do blog It’s life e leitura temática de Halloween!!!

  1. Leve-me com você – Catherine Ryan HydeUM DOS FAVORITOS DO ANO!
  2. Coraline – Neil GaimanUM DOS FAVORITOS DO ANO!
  3. Minha vida fora dos trilhos – Claire Vanderpool

Novembro – Conclusão de Trilogia “Como eu era antes de você”

  1. Depois de você – Jojo Moyes
  2. Ainda sou eu – Jojo Moyes

Dezembro – Metas literárias e leitura temática de Natal!!!

  1. Em algum lugar nas estrelas – Claire Vanderpool
  2. Um cântico de Natal e outras histórias – Charles Dickens (em breve resenha no blog)
  3. Crime e Castigo – Fiódor Dostoiéviski (leitura iniciada em Dezembro e com conclusão em Janeiro de 2020 com post aqui no blog!!)

Você fez a leitura de algum destes livros?? 

Quais foram os seus livros favoritos do ano?? 

Compartilha conosco nos comentários!!

Um grande beijo e até o próximo post!!

Resenha de Em Algum Lugar nas Estrelas

Autora: Claire Vanderpool

Título original: Navigating Early

Ano de publicação no Brasil: 2016

Editora: Darkside Books – Selo Darklove

Link da sinopse do livro: https://www.darksidebooks.com.br/em-algum-lugar-nas-estrelas/p

Como foi dito no post passado, este mês eu tinha como meta a finalização da leitura de Em Algum Lugar nas Estrelas. 

Confesso que, apesar da história ser muito bonita, não foi uma leitura fácil para ser concluída, pois acredito que não era o meu momento como leitora.

É o segundo livro que eu leio da autora Claire Vanderpool (o primeiro foi Minha vida fora dos trilhos), e assim como este livro, que traz em seu bojo o universo infanto-juvenil, Em Algum Lugar nas Estrelas, nos conta a história de dois meninos Early Auden e Jack Backer, à princípio, os dois são completamente diferentes e no decorrer da narrativa você percebe que mesmo com as diferenças, os dois possuem muita coisa em comum.

Early Auden, um dos nossos protagonistas possui a Síndrome de Asperge, mas mesmo com este diagnóstico, ele é genial, fascinado por matemática, principalmente pelo número Pi, e com um ótimo gosto musical (de Mozart a Billie Holiday, somente em dias chuvosos, por favor…kkk):

Cronograma musical de Early Auden
Verso do cronograma musical

Com relação a Jack Backer, é um menino que acabou de perder a mãe e o pai é um Oficial da Marinha. Deslocado na nova escola, encontra em Early um refúgio que se transforma em uma verdadeira amizade.

A história narra a aventura em um recesso escolar, no qual os outros alunos voltam para casa e somente estes dois garotos ficam na escola, oportunidade em que aproveitam para sair em busca de Pi, bem como em busca de respostas para suas próprias questões pessoais.

Sobre o Pi, se você acha que eu estou falando do número 3,14, sim, você acertou, mas este número não é um simples número para Early Auden, mas um menino que sai de sua aldeia em uma jornada de descoberta e merecimento de seu próprio nome (o nome é Polaris, mas é apelidado de Pi).

Ademais, o livro possui outras personagens como piratas, uma senhora de cem anos esperando pelo filho, um norueguês enorme, mas muito gentil, um lenhador solitário e a grande Ursa da Trilha Apalache. 

Sobre a edição, como não me canso de falar, a Editora Darkside arrasou na produção deste livro, tanto por dentro quanto por fora: 

Capa do livro com estrelas em verniz

Contracapa do livro
Cada capítulo possui uma constelação

No final, há uma nota da autora, na qual ela conta no que se baseou para escrever este livro, informando o que foi realidade e o que foi ficção.

Por fim, é uma história que fala sobre aprender a lidar com a perda, sobre amizade verdadeira,  sobre amadurecimento durante a jornada e, principalmente:

 Se em algum momento de nossas vidas mesmo que a gente se sinta perdido, nós podemos olhar para as estrelas, pois elas sempre nos mostrarão o caminho de volta para casa.


Caso você queira adquirir este livro e ajudar o blog a crescer, compre por este link: https://amzn.to/2WoQ0nb

Um grande beijo e até o próximo post!!!

Meta literária de Dezembro

E o fim do ano chegou e com ele uma nova meta literária!!

Para este mês, eu  estabeleci como objetivo:

A finalização de uma leitura que iniciei em Novembro: No mês passado eu iniciei a leitura do livro Em Algum lugar nas Estrelas, da autora Claire Vanderpool (tem resenha de outro livro dela aqui no blog), publicado pela Editora Darkside.

Tive alguns contratempos em concluí-lo, mas a edição é tão linda e a história é muito bonita que vou fazer o possível para finalizá-la ainda em 2019 e divulgar a resenha aqui no blog para vocês:

Um livro natalino: O Natal é uma época do ano mágica para mim, razão pela qual, eu escolhi o livro Um Cântico de Natal e outras histórias, de Charles Dickens, publicado pela Editora Martin Claret, cuja aquisição se deu na Black Friday da Amazon deste ano:

E, por fim, um livro para o novo projeto aqui do blog: Estou muito ansiosa para divulgação deste projeto, que será em breve, mas posso falar que um dos livros é Crime e Castigo de Fiódor Dostoiévski.

A edição que eu possuo é um pouco antiga e foi publicada pela Martin Claret, mas a história, eu posso adiantar que é atemporal:

E aí, você já estabeleceu a sua meta literária deste mês? Se positivo, compartilha aqui conosco!!

Um grande beijo e até o próximo post!!



Editora Wish lança campanha no Catarse para publicação de obras raras da literatura fantástica no Brasil

A campanha de publicação para o Box Literatura Fantástica Rara fica aberta até 

08 de dezembro

Box especial

O aclamado e esperado “A Rainha do Ignoto” ganha nova edição completa no Brasil depois de anos desde seu último lançamento, em 2003. Escrita pela cearense Emília Freitas e publicada originalmente em 1899, a obra – pioneira da fantasia e ficção científica nacional – estava esgotada há anos em todas as livrarias, bibliotecas públicas e sebos virtuais.

O livro será lançado em um box de colecionador acompanhado do inédito “A Filha do Rei de Elfland”, fantasia escrita por Lord Dunsany em 1924, cujos direitos foram adquiridos com exclusividade pela Editora Wish. A obra é mundialmente conhecida por ter sido influenciadora de autores como Lovecraft, Tolkien, Neil Gaiman e Del Toro, e narra a história de um mundo fantasioso cheio de magia, bruxas e elfos. 

SOBRE O LIVRO – “A RAINHA DO IGNOTO”

“A Rainha do Ignoto” discorre sobre temas relacionados à alma feminina e à situação das mulheres na sociedade patriarcal, apresentando uma sociedade secreta de mulheres, hierarquicamente organizada em uma ilha, denominada Ilha do Nevoeiro, governada por uma Rainha que recrutava mulheres a partir do sofrimento vivenciado por elas no cotidiano.

Numa curiosa narrativa que lembra as velhas lendas, Emília Freitas recria o clima de mistério a beleza dos contos europeus.

O grande interesse do livro está na criação de uma utópica comunidade de mulheres, as chamadas  paladinas,  que fazem o bem e buscam ajudar aos perseguidos.

SOBRE A EDIÇÃO

O romance terá cerca de 400 páginas, e a história será acompanhada de um prefácio escrito por  Alexander Meireles da Silva,  professor associado da UFG, pesquisador de Literatura Fantástica e criador do canal  Fantasticursos; e posfácio de  Adrianna Alberti, pesquisadora e mestre em Letras pela UEMS.

SOBRE A AUTORA

Emília Freitas

Emília Freitas foi romancista, poeta e professora. Nascida em 1855, no interior do Ceará, viveu parte de sua vida em Fortaleza e Manaus, duas cidades que influenciaram a construção da ambientação em suas obras.

Participou ativamente dos movimentos sociais da época, colaborando em periódicos abolicionistas e fazendo parte da Sociedade das Cearenses Libertadoras – uma associação feminina em prol da abolição da escravidão.

É considerada a autora pioneira da literatura fantástica brasileira com a obra “A Rainha do Ignoto”, que mistura fantasia, ficção científica e um pouco do terror vitoriano.

 SOBRE O LIVRO – “A FILHA DO REI DE ELFLAND”

O estilo poético e a grandeza arrebatadora de “A Filha do Rei de Elfland” o tornaram um dos romances de fantasia mais amados do nosso tempo, uma obra-prima que influenciou alguns dos maiores fantasistas contemporâneos. 

Na história, o Senhor de Erl descobre que seu povo gostaria de ser governado por um mestre mágico. Obedecendo aos costumes, o Senhor envia seu filho, Alveric, para encontrar a filha do Rei de Elfland, Lirazel, e torná-la sua esposa.

Alveric parte em sua busca com a ajuda da bruxa Ziroonderell. Mas assim como muitas noivas mágicas do folclore, Lirazel não se adapta à realidade humana e retorna a Elfland; e Alveric, apaixonado, tenta mais uma vez encontrá-la.

A história comovente do casamento entre um homem mortal e uma princesa elfa é uma tapeçaria magistral do conto de fadas que segue o “felizes para sempre”.

SOBRE A EDIÇÃO

A edição terá aproximadamente 260 páginas, com tradução de  Cláudia Mello Belhassof, tradutora de “Enraizados”, “Doctor Who” e “Bela Distração”, entre outros; e prefácio de  Enéias Tavares, professor de Literatura Clássica na UFSM e diretor do Centro de Pesquisas  William Blake.

SOBRE O AUTOR

Edward John Moreton Drax Plunkett

Edward John Moreton Drax Plunkett, 18º Barão de Dunsany, foi um escritor e dramaturgo anglo-irlandês, notável por seu trabalho em fantasia publicado sob o nome de Lord Dunsany.

Mais de oitenta livros de seu trabalho foram publicados, e sua obra inclui centenas de contos, além de peças, romances e ensaios de sucesso.

Nascido em um dos títulos mais antigos do grupo irlandês, ele viveu grande parte de sua vida na casa mais habitada da Irlanda, talvez o Castelo Dunsany, perto de Tara, e recebeu um doutorado honorário do Trinity College. 

COMO FUNCIONA O FINANCIAMENTO COLETIVO 

Para apoiar a Editora Wish a resgatar essas obras clássicas, você pode participar do financiamento coletivo através do link catarse.me/boxfantasias.

Trata-se de uma ferramenta segura pois, caso a campanha não atinja a meta, o valor é devolvido aos leitores. 

A Wish já teve a oportunidade de publicar 7 títulos entregues por financiamento coletivo, e a participação dos leitores é essencial e muito reconhecida.

Os apoios ao projeto vão de R$ 15,00 a R$ 900,00, que poderá ser pago através de cartão ou boleto bancário após a conclusão do cadastro no site e  cada apoio recebe uma recompensa especial, a partir de Março de 2020: 

Para R$ 15,00 ou mais: Você recebe na sua casa um kit de marcadores dos dois livros, mais metas estendidas impressas (exemplo: postais) e seu nome no agradecimento dos livros;

Para R$ 48,00 ou mais: Você recebe em sua casa o livro “A Rainha do Ignoto” ou “A Filha do Rei Elfland”, marcador do respectivo livro, brindes exclusivos, seu nome no agradecimento dos livros e frete nacional incluso;

Para R$ 82,00 ou mais: Você recebe em sua casa o box especial com os dois livros, os marcadores de cada livro, seu nome no agradecimento dos livros, brindes exclusivos e frete nacional  incluso;

Para R$ 130,00 ou mais: Você recebe em sua casa 02 (dois) box especiais com os dois livros, 02 (dois) marcadores, sendo 01 (um) de cada livro, 01 (um) aviso de porta estilo Art Nouveau, seu nome no agradecimento nos livros, brindes exclusivos e frete nacional  incluso;

Para R$ 160,00 ou mais: Você recebe em sua casa 02 (dois) box especiais com os dois livros, 04 (quatro) marcadores, sendo 02 (dois) de cada livro, 02 (dois) avisos de porta estilo Art Nouveau, 01 (uma) bag de algodão, seu nome no agradecimento nos livros, brindes exclusivos e frete nacional  incluso;

Para R$ 320,00 ou mais: Você recebe em sua casa 05 (cinco) box especiais com os dois livros, 10 (dez) marcadores, sendo 05 (cinco) de cada livro, 05 (cinco) avisos de porta estilo Art Nouveau, logo da sua empresa nas última páginas do livro “A Rainha do Ignoto”+ frase descritiva + site/link/instagram, brindes exclusivos e frete nacional custeado parcialmente pela Editora Wish devido a forma de envio dos produtos (PAC);

Para R$ 390,00 ou mais: Você recebe em sua casa 05 (cinco) box especiais com os dois livros, 10 (dez) marcadores, sendo 05 (cinco) de cada livro, 05 (cinco) avisos de porta estilo Art Nouveau, seu nome no agradecimento nos livros, brindes exclusivos e frete nacional  incluso;

Para R$ 900,00 ou mais: Você recebe em sua casa 15 (quinze) box especiais com os dois livros, 30 (trinta) marcadores, sendo 15 (quinze) de cada livro,15 (quinze) avisos de porta estilo Art Nouveau, 05 (cinco) de bag de algodão, uma página completa da sua empresa nas últimas páginas do livro “A Rainha do Ignoto” + logo + descrição de até 400 caracteres da empresa + site/link/instagram + design conjunto com a Editora Wish para que o projeto gráfico seja mantido em todo o livro e brindes exclusivos;

Espero que tenham gostado deste post especial e apoiem este projeto incentivador da Editora Wish!!

Um grande beijo e até o próximo post!!

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